domingo, 24 de janeiro de 2016

Whisky à Cowboy - Parte 2

O Meio

É... dois anos de festinhas privadas no apê do Edu e ele não foi capaz de considerar que eu poderia ser uma boa namorada pra ele. O Hans, por outro lado me valorizava cada vez mais, tava sempre me chamando pra viajar com ele. A companhia dele era muito agradável, nossas viagens eram muito divertidas. Numa de nossas viagens eu conheci uma das filhas dele. Foi fácil me tornar amiga da Vick. Começava a acreditar que o Hans realmente me queria na vida dele. Eu queria me sentir mais empolgada com isso, mas eu e o Hans nunca fomos um casal de verdade.

Vamos ser práticos. Colocando uma média de 4 encontros por ano, um encontro a cada três meses. Em dois anos tivemos menos de 10 encontros íntimos. Eu nem tinha o número do celular do Eduardo gravado porque apaguei com medo de enviar alguma mensagem ou ligar. 

Depois de tudo que tinha passado com o Luca, e só de pensar que eu nunca, nunca tive um orgasmo com ele. Podem imaginar o terror que estava passando na minha cabeça, por essa conexão absurda que eu tinha com o Edu. Então, eu não queria me vê apaixonada por ele sem ter certeza que ele também estava. Por isso, não conseguia admitir nem pra mim mesma que estava completamente Apaixonada. Ops! Eu quis dizer ENCRENCADA.

Até que aconteceu algo que fez vê o quanto eu estava encrencada. O Eduardo me disse que precisava me ver e que estava com muita saudade. "Quero você toda, cada pedacinho seu. Você deixa?". Todo homem sabe o poder de suas palavras. Eles sabem exatamente o efeito que suas palavras irão causar naquela mulher. É! O Eduardo é um doutor na arte de usar as palavras. Mesmo que eu tenha conhecimento disso, ele consegue usar expressões e frases sem sentido parecerem argumentos irrefutáveis. A maioria de nós, mulheres, têm um bloqueio pra perceber isso. E alguns homens, no caso, em especial, os P.P.A exageram dessa ferramenta. Desse jogo sujo, melhor dizendo.

Lembram que eu falei que não tinha gravado o numero dele no meu celular? Acontece que depois que ele me disse isso eu pedi dele e liguei no dia seguinte às 5 da manhã. Isso mesmo!! Estão vendo porquê eu não queria ter esse maldito número. Só que ele atendeu dizendo que estava com a namorada. Um verdadeiro balde de água congelante. Fiquei tão desapontada quanto PUTA DA VIDA. Ele diz que me quer e no dia seguinte já está namorando outra? Como assim? Que capítulo eu perdi?

Logo no começo fiquei confusa, não entendi direito. Na minha visão romântica da vida (mas não tão errada) uma pessoa não pode dizer que quer uma mulher e no outro dia pedir outra em namoro. Ele já estava nesse relacionamento e não me disse nada. Eu me senti passada pra trás. Se os homens se portam assim e ninguém lhes fala que é errado, ninguém lhes corrige, ninguém reclama ou tira satisfações, mesmo sabendo que está errado, eles vão continuar agindo assim porque ninguém os acusa ou pune. As mentiras vão ganhando outras proporções a ponto de virar um trauma para as mulheres. Ou o que ironicamente, os homens chamam de NEUROSE.

Depois que assimilei tudo fiz questão de dizer pra ele que não tinha entendido a atitude dele de dizer uma coisa e fazer outra. Me fazer acreditar que estava se apaixonando por mim enquanto iniciava um namoro com outra, é golpe baixo. É desonesto. Mas ninguém ousaria dizer isso assim na cara dele. Eu não ousei! Mas fiz uma reclamação demonstrando o meu desapontamento. Ele não se intimidou e deu um jeito de se justificar, se vitimando e me acusando "Ah, não fica assim. Você tem as suas coisas e as suas pessoas. Não é justo isso". Desse momento em diante eu fui invadida por um sentimento comum que acompanham mulheres que sofrem com relacionamentos abusivos: a culpa!

Por quê? Porque nossa sintonia era tão gostosa, ele parecia gostar muito quando estava comigo, parecia sincero. Sempre achei que eu fosse uma mulher interessante pra qualquer cara. E se a gente se dava tão bem na cama, isso já era bastante coisa. Então se mesmo assim, ele preferiu namorar outra, só poderia ser porque eu estava fazendo algo errado. O erro era meu! A culpada era Eu! E ele chegou a falar isso depois, reforçando a minha ideia de culpa. Fingi não me importar com a situação, afinal, eu tinha mesmo o Hans. Se ele não tivesse plantado a semente da culpa eu provavelmente iria confronta-lo com coisas do tipo "Você disse que gostava de mim" "disse que me queria" "disse isso, disse aquilo". Todo relacionamento abusivo causa uma cegueira com relação aos erros do parceiro. Eu estava na teia do Eduardo, pronta pra ser devorada lentamente, mas muito, muito dolorosamente.

Na verdade eu queria ver o Edu e queria estar com ele não me importando se ele estava namorando ou não. Eu já estava sem vê ele há uns dois meses. Era difícil fugir do assédio dele, ainda mais quando ele aparecia na minha frente. Nessa noite, eu me preparei pra ver um espanhol com quem eu ficava a alguns meses. Minha relação com Hans era aberta e a distância. Então, estava eu saindo com esse espanhol bastante interessado em um compromisso sério, o nome dele era Alberto. Funcionava uma boate italiana em cima do Backyard, estávamos lá dançando. As pessoas desciam para fumar no cercado que ficava na calçada do Backyard. Eu desci com o Alberto e enxerguei o Edu com um amigo dele chamado Diogo. Pareciam muito alegres, sorrindo o tempo todo. Eu queria estar com eles mas estava com o Alberto. Voltei para dentro da boate. Estava ótimo até eu avistar o Eduardo. Aí eu queria descer toda hora pra fumar.

A gente ficou trocando olhares, ele viu que eu estava acompanhada. Mas ele não parava de olhar e sorrir. O Alberto me perguntou se eu não estava cansada de subir e descer. Eu disse que sim e pedi pra ele ir buscar uma bebida pra mim. E quando ele foi eu saí pra falar com o Edú. Eu não fazia ideia do que eu estava fazendo. Claro que não tinha nada demais eu ir cumprimentar um amigo, desde que eu voltasse quando o Alberto chegasse com a bebida. Mas eu nem percebi quando ele voltou. Simplesmente porque o Edu estava ali dizendo que me queria acima de todas aquelas mulheres. E tinha bastante mulher bonita. Estava frio e eu estava sem casaco, então, ele tirou o casaco dele, colocou em mim, me pegou pela mão e disse "vamos". Nesse momento eu olhei e vi o Alberto com os dois copos na mão. Eu me virei e fui. Eu sabia que nunca mais poderia falar de novo com o Alberto. Juro que se eu não conhecesse o Eduardo eu poderia estar com ele até hoje. Ele era quase o que eu queria. Mas o Edu era tudo o que eu queria e mais um pouco do que eu nem podia imaginar que queria.

Esta noite vai marcar nosso romance. Não pra ele, mas definitivamente pra mim. Abrimos uma garrafa de whisky dos meus favoritos. Foi divertido ter a companhia do Diogo e sei que ele teria ficado se o Eduardo estivesse com outra mulher. Eu jamais aceitaria transar com os dois. Não por caretice mas, porque já tinha bem claro na minha cabeça que o Edu era especial, e, suficientemente homem pra me satisfazer de cabo a rabo. Vocês entenderam, né? Eu ficaria muito desapontada se ele sugerisse isso, pra mim aquele foi o nosso encontro mais romântico desde que nos conhecemos até então. Eu queria aproveitar muito aquele momento. Eu queria que ele percebesse que era de mim que ele gostava.

O Diogo foi embora e acho que a gente não conseguia mais disfarçar nem segurar tanta tara. Adorava o jeito como ele me olhava. Era como um predador de olho na caça. Vê o desejo no olhar dele com certeza molhava a minha calcinha. Ele me imprensou contra a parede e me beijou. Eu entrava no modo automático de tesão quando ele me tocava. Me beijando então...

Sabe aquele beijo que você não quer parar mas tá tirando a roupa, e interrompe e volta e falta respiração. Eu sentia tudo naquele beijo. O beijo mais safado e tesudo da minha vida, capaz de me levar aos céus de tão gostoso e ao inferno de tão quente. Só ele conseguiu despertar em mim tantas sensações ao mesmo tempo. O amor é mesmo uma substância entorpecente, altamente viciante. Não todos os amores. O nosso foi assim. Muito fodástico. Muito intenso mesmo.

Então, já no quarto, ele montou em cima de mim. Naquela que foi com certeza a penetração mais molhada que eu tive até o momento... Fez dois movimentos lentamente e se levantou. E começou a me lamber como só a língua dele é capaz. Sei que os homens lendo vão se sentir ofendidos, mas vou explicar. O Edú tem uma técnica de fazer sexo oral que é infalível. Pouquíssimas vezes demorei pra gozar e quase sempre gozo mais de uma vez na boca dele. Isso porque eu acho que a boca dele e a minha buceta foram moldados pra encaixar bem um no outro. Ele tem um jeito de chupar com o dedo enfiado nela. Mas outros quando faziam isso, me incomodava. Ele sabia o tanto que tinha que meter o dedo. Sabia quando tinha que fazer algum movimento e sabia a hora de parar. Adivinhava o momento que eu queria apenas a língua e nada mais. Eu gozei muitas vezes na língua dele esta noite. Pela segunda vez eu tive orgasmos múltiplos com o Eduardo. Isso acontece quando a mulher está bem relaxada e consegue gozar mais de uma vez na sequencia. "Caralho de fdp gostoso" eu pensei comigo mesma. Eu não falava muitas safadezas nessa época. Eu só fui me soltando aos poucos.

Outra coisa deliciosa do nosso sexo é quando ele vem pra cima e me penetra lentamente logo depois de me fazer gozar na boca dele. Essa hora chega a ser quase um orgasmo também. É muito gostoso sentir a rola dura dele me invadindo centímetro por centímetro até não faltar nem um milímetro. Nesse momento eu sinto a rola pulsar junto com as batidas do meu coração. Aí eu percebo que nós nos tornamos um só ser. Se eu pudesse grudar nele e não soltar nunca mais, eu faria. Nossos gemidos se confundem entre si. Não dá pra dizer quem tá sentindo maior excitação. Eu só sei que eu adoro sentir o corpo dele pensando sobre o meu. Estávamos completamente bêbados. Ele me pedia: "se abre mais" "se abre toda pra mim, Cami" Ouvir ele dizer o meu nome, ali naquele momento de prazer me deixava muito segura. Era comigo que ele queria estar. Era comigo que ele estava sentindo prazer. Fui fazer um boquete nele com muita vontade. Daqueles que enfia a piroca toda na boca. Eu tenho uma tara na piroca dele e eu lambo mesmo como se estivesse saboreando o meu sorvete favorito. A minha língua sabe explorar bem aquela delícia. Ele não resiste quando eu faço isso. O safado, esporrou a minha cara toda mas um pouco na minha boca e eu não senti nojo ou ânsia de vomito como costumava acontecer comigo. Eu não engoli mas percebi que podia tentar fazer isso da próxima vez.

Puta que pariu!! A gente ficou 2 horas transando e eu sequer lembrei que ele estava namorando outra. Essa paz não existia com o Luca. Esse bem estar e essa vontade de me entregar e aproveitar cada segundo nunca houve com o Luca. Que merda estava acontecendo comigo? Eu não me senti usada para seu bel prazer. Não foi um sexo louco que fizemos esta noite. Foi um amor intenso e com muita vontade. Nem sequer teve sexo anal. E ao acordar estávamos nós nos amando outra vez. Eu percebi que ele nem gozou. Mesmo atrasado para ir trabalhar, fez questão de me dar mais prazer. Ele se preocupava em me satisfazer. Isso se chama carinho. Me senti feliz e pensei que era questão de tempo pra ele perceber todo esse afeto. Só não pensei que fosse levar tanto tempo. Não dava pra imaginar que depois do amor maravilhoso que fizemos ele seria capaz de esconder tudo no campo mais inacessível da mente dele e fingir que não tínhamos nada além de sexo. Sim, era só isso. Mas porque ele e o egoísmo dele não aceitava ter que optar entre uma coisa de outra. Ele queria o namoro e as aventuras.

Eu disse que esse encontro marcou pra mim e vou explicar agora. Quando eu adormeci eu tive um sonho revelação. Eu tive um sonho desses só uma vez na minha vida, foi quando aconteceu uma desgraça na minha família. Eu herdei este dom da minha mãe. Bom, no meu sonho eu vi fases das nossas vidas e do nosso relacionamento. Estava muito confuso porque eu não podia determinar o tempo entre uma fase e outra. Mas sei bem que tudo começou com ele me pedindo um carinho nas costas. E foi exatamente o que aconteceu pela manhã depois que fizemos amor. Ele me pediu um carinho por 20 minutos e ia dormir esse tempinho. Eu fiquei tão maravilhada de perceber que foi uma revelação que eu tive. Então, eu fiz o carinho mais gostoso e verdadeiro que ele já teve na vida dele. E eu sei disso porque quando eu chamei ele porque ele tinha que ir trabalhar, ele mencionou a avó dele, disse que ela sempre fazia um carinho assim nele. A única coisa que eu pude sentir ali foi certeza de que pertencíamos um ao outro. Foram os 20 minutos mais eternos da minha vida porque a cada toque das minhas mãos eu podia entrar no ser dele e tocar a alma dele com as minhas orações. Sim, eu pedi a Deus que fosse pra sempre.

Deixando o romantismo de lado, vamos voltar para a dura realidade. Como o melhor representante P.P.A que eu já conheci, ele sempre tinha tudo que desejava. Era o que aparentava. Ele buscava ter tudo que sua luxúria ou seu dinheiro pudesse comprar, mas parecia que nunca estava satisfeito. O que será que ele procurava tanto? Algum fetiche? Alguma tara pouco comum? Eu até desconfiava que por trás daquele cara super educado e bem resolvido existia um animal louco e incontrolável, e eu queria que ele se mostrasse pra mim. Porque isso seria como eu encontrar a minha outra metade. Alguém com o gene animal igual ao meu. Se ele tivesse se dignado a prestar um pouquinho mais de atenção em mim, teria notado. Nós dois tínhamos exatamente o que um queria do outro. Pena ele ter demorado tanto pra perceber.

Trechos do meu diário

Eu queria ser mais otimista e não me sentir tão triste. Eu nem sei quantos dias fazem e ele não me procurou. Já me esqueceu! E eu aqui ainda sentindo gosto dele na minha boca. Negar já não está mais ajudando. Eu estou muito envolvida. Não tenho mais dúvidas porque estou sufocada, triste, decepcionada e levemente desesperada. Isso tem nome, mas não quero dizer. Eu não quero mais ver o Eduardo. Isso tem que acabar. Ele fez a escolha dele. E eu ainda tenho o Hanz que se importa comigo e acabou de me mandar uma passagem para a Tailândia pra daqui a três meses. É bem o tempo que ele vai levar pra me procurar de novo. Aí estarei curtindo férias na Tailândia. Se é pra sofrer que seja em grande estilo. FODA-SE ele não vai saber que fez isso comigo. Só vai me vê sorrindo e feliz.

E, assim foi! Estava sempre com um sorriso no rosto que se fosse olhar mais de perto veria que era falso. Quando falava com ele, peguntava como tava indo o namoro. Louca pra ele me dizer que terminou. Eu dava força, apoiava, dizia que ele tinha que namorar bastante e curtir a vida de solteiro. Eu disfarçava bem. Eu queria gritar "Eu te amo" bem no meio do Backyard. Mas ainda sabia me controlar. Até porque controle era tudo que eu tinha e sabia que não queria perder isso também. Pra ser sincera eu tava lidando bem com a situação. O lado sonhador dos apaixonados faz com que fechemos nossos olhos para alguns sinais de aviso. Eu tinha que seguir a minha intuição, e seguir a minha vida bem longe do Edu. Quando as coisas vão mal, pessoas muito otimistas, ou apaixonadas mesmo, acham que as coisas não podem piorar, mas sempre piora. A única coisa que melhorou, ou melhor evoluiu, foi o sexo. Que já era bom e ficou de outro mundo.

Ele me procurou muito antes do que podia prever. Eu disse que não queria mais. Que era travada com caras comprometidos. Ele fingiu ficar desapontado, mas não insistiu. Por que eu disse "fingiu ficar desapontado"? Porque homens P.P.A. têm uma certeza, uma vez que a preza foi fisgada, nunca mais ela vai conseguir escapar. Então com certeza quando eu disse isso, ele estava pensando coisas do tipo "vamos ver até quando ela sustenta esse travamento dela" ou "Tá falando isso porque eu ainda não apareci na frente dela". Esses homens têm certeza que introduziram em suas vítimas veneno suficiente pra elas não conseguirem se libertar do domínio. Eles não se desesperam jamais. Ficam vendo com satisfação a vítima se debater e sabem que estão prestes a saborear o prato bem lentamente.

Não adianta querer esconder o que está sentindo, eles sabem tudo. Sabem que a droga é pesada e que você vai se apaixonar. Mas vamos concordar que estava demorando muito pra eu admitir isso. Foi preciso mais de dois anos, até que eu admiti. Não pessoalmente, porque cara a cara, olhando nos olhos, exigiria o dobro de mim. Pelo inbox de uma rede social, eu disse: "Eu penso em você mais do que você imagina. Eu não sei se eu te amo, Eduardo, mas com certeza absoluta eu sou completamente apaixonada por você". Eu achei que essa declaração fosse fazer ele cair em si e parar de me procurar pra ter sexo apenas. Achei que ele fosse respeitar meus sentimentos. Que fosse se afastar, já que não queria namorar comigo. Eu juro que eu fui ingênua a esse ponto.

Depois que eu soube dessa namorada e eu perdi o Alberto, eu fiquei um pouco descontrolada. O Edu me viu com vários homens. Passei a usar os caras, e eu não sei se era pra provocar ciúmes ou pra tentar esquece-lo. Mas tudo que eu consegui foi dar mais munição pra ele, que vivia me acusando de ser a errada. Falava que não saberia lidar com essas coisas de eu ter vários caras e que não me dividiria com ninguém. Então, eu me negava pra ele por ele estar namorando, e ele se fazia de ofendido por eu ter meus casos, enfiando mais um pouco de culpa na minha cabeça. Fazia que não acreditava que eu estava apaixonada por ele. Consegui me manter afastada num sufoco enorme porque cada partícula minha desejava o corpo dele com loucura. Foi duro fugir dele. Uma das coisas mais difíceis que fiz foi marcar com ele e não ir. Eu precisava das minhas férias na Tailândia, e precisava disso sem a toxina do Eduardo. Eu queria curtir e não pensar nele.

O dia mais feliz das minhas férias em Thai foi o dia de voltar pro Brasil. Pensei tanto no Edu, desejei tanto o Edu e não dava mais pra aguentar de saudade. Eu precisava vê-lo. Nem que fosse de longe. Eu odiava a ideia de ir pra cama com ele de novo sabendo que ele ainda estava namorando aquela garota. Mas as palavras dele martelavam na minha cabeça todo tempo dizendo que aquilo não era culpa só dele. Eu queria achar uma justificativa pra me atirar nos braços dele de novo. Eu não queria saber quanto drama havia. Eu não queria saber se ele ainda estava namorando outra. Eu só queria matar a saudade que estava me consumindo. 

Ser amante do homem que eu amo, ser a outra, ser aquela que se rebaixa, que não se dá o valor que merece e que deixa o homem a tratar com desrespeito era toda a verdade que me machucava mas que eu passava por cima porque não era uma escolha minha. Era a doença da dependência correndo pelas minhas veias saltando, gritando e morrendo por mais uma dose da minha droga.

Já era inicio de dezembro e eu tinha estado com o Edu pela última vez em agosto quando eu tive aquele sonho revelação. Eu meditei sobre o último encontro que foi muito gostoso e romântico, mas apesar de tudo ele estava com outra. Com um pouco da experiência que eu tenho com os homens sei que romantismo não funciona com eles. Então apelei para o outro lado, o erótico.

Pensei:"Vou mudar meu comportamento com esse cara. Tô perdendo o controle e isso não pode acontecer". Então, comprei lingerie sensual e fui, na fé. Ou melhor, fui na maldade. Fui pro tudo ou nada. Parti pra cima e talvez se não tivesse feito isso, teria acabado. Investi no que eu sabia que eu era forte. Coloquei pra fora a fera que há em mim e não a controlei. Se eu pudesse apostar num encontro que marcou a nossa relação pra ele seria esse com certeza. Eu sei que eu despertei algo essa noite e sei que foi forte.

Vamos cortar o nhênhênhê e ir direito pra sacanagem. É porque realmente não lembro o que aconteceu antes de estar ajoelhada mamando a piroca dele. E pra falar a verdade pra vocês acho que ele passou cocaína naquela rola. Que coisa viciante! Eu estava segurando o saco dele que já estava enrijecido completamente. Eu lambia bem devagar. Colocava tudo na boca e puxava bem devagar saboreando com a língua. A minha língua não parava, chupava a piroca, lambia o saco. Eu olhei pra baixo e vi a bermuda com a cueca. Eu sei que eu fiz aquilo do nada. Então do nada eu tirei a minha roupa também e sei que ele me olhou diferente porque eu estava com uma calcinha diferente, bem menor que aquelas que eu normalmente usava. Ele sentiu uma diferença, eu sei que sim. Ele deu um tapa na minha bunda e me colocou de quatro no sofá. A gente sempre foi muito quente. Mas aquela noite eu quis ser a PUTONA dele.

Estava disposta a mostrar pra ele que eu era a mulher que ele queria ter todas as noites. Acho que mostrei! Eu deixei a rola dele se lubrificar bem no fluido da minha buceta e depois pedi no cú. Eu olhei pra ele com aquele olhar sedento e pedi com a minha voz mais cachorra "mete toda essa rola no meu cú". E foi exatamente o que ele fez como só ele sabe fazer. Fez com que eu me sentisse mesmo uma cadela no cio sendo enrabada até aquela dor inicial se transformar em prazer puro. Eu pedia pra ele bater e cada tapa fazia a excitação ir para as alturas. "Toma cachorra! É isso que tu quer?" ele falava enquanto socava com vontade. Então comecei a me tocar e fiz isso até conseguir gozar. Pena que a primeira gozada foi no meu dedo pq a primeira é sempre muito intensa. Mas ele deve ter sentido o meu cú piscando e ficando mais apertado porque me perguntou se ele podia gozar. "Vem meu cachorrão, goza na tua cachorra!" Eu respondi. E ele gozou muito gostoso no meu cú, comigo de quatro no sofá, no meio da sala, com a cachorrinha dele olhando pra nós. Essa cena ficaria linda num quandro bem em frente à minha cama. Um dia, eu mando um pintor famoso reproduzir esse momento. Essa foi a primeira da noite.

Ele me serviu um Whisky, à Cowboy, é claro! Em outros tempos eu diria que era pra esquentar. Mas este foi pra pegar fogo geral. Imagina, eu já estava ligada no 220 sem nenhuma dose. Como eu vou ficar depois de duas ou três? Só lembro que joguei ele no sofá, dei uns beijinhos bem chupado no cacete mais gostoso dessa terra e sentei em cima. Mas sentei com gosto, daquele jeito bem arreganhado pra ele vê bem a rola entrando e saindo. A cara dele tava de Deus Eros e isso me deixou mais tarada ainda. Eu tocava no saco dele por trás e estava tudo tão duro. Eu batia com a rola dele na minha buceta depois sentava. Eu podia sentir o pau dele latejando dentro de mim. E isso eu adoro! Qual é a mulher que não gosta de ver e sentir o tesão do homem dela? Eu vi que ele me pertencia quando olhei no fundo do olhar dele. E assim, direto no olhar a gente gemia e se entendia porque aquilo era com o corpo e com a alma também. Eu estava como uma cabrita ninfeta pulando no pau dele e eu gozei tão intenso, como se fosse a primeira da noite.

Depois de umas brincadeirinhas nós fomos pra cama e eu chupei e ele me chupou. Me lembro de estar toda arreganhada me tocando enquanto ele batia uma. A gente sentia prazer até nisso: vê o outro se masturbar. Mas aí, ele veio com o pau bem duro bater na buceta que estava prestes a gozar de novo. "Mete tudo que a tua puta quer gozar de novo nesse pau gostoso". Eu passava a mão pelo meu corpo, pelo bico do peito que estava durinho, minhas pernas estavam tremendo. Eu acho que eu gemi muito gostoso nesse gozo. Eu me coloquei de quatro e disse: "vem, mete aonde você quiser, meu macho gostoso." Então ele metia na buceta e no cú e eu adoro as duas mão dele no meu quadril me puxando pra ele. E quando ele começa a apertar a minha bunda é porque tá quase gozando aí eu pedi "goza na minha boca, quero beber todo o teu leite". E foi assim que eu engoli pela primeira vez a porra de um homem. Aliàs, do meu homem. E até hoje ele foi o único que me fez sentir esse gosto. Eu nunca gostei que homem nenhum gozasse na minha boca. Sempre foi um acordo com os homens que não gozasse na minha boca porque eu tinha uma verdadeira repulsa por porra.

Fomos dormir exaustos de tanto amar. Mas adivinhem! Sexo matinal é o mais saudável de todos e dizem que é o de mais qualidade. Bom, eu acho que deve ser! Esse foi talvez o melhor sexo matinal que fizemos em nossas vidas. Começou com um papai e mamãe que eu já citei aqui como sendo a minha posição favorita porque é a posição que me deixa no ponto de bala e quando eu inverto os papéis e vou pra cima eu viro uma leoa. Fiz isso! E enquanto eu cavalgava naquele corpo que me realiza eu lembrava da noite e tudo foi se ampliando dentro de mim. O sentimento, o tesão, as lembranças das boas fodas, o medo de perder, o desejo de ser só dele, eram tantos pensamentos bombardeando a minha cabeça. E acima de tudo, era ele, ali gemendo, me tocando e me dando prazer. Eu arrisquei. Busquei coragem do fundo do meu íntimo e disse: "EU te amo". Repeti não sei quantas vezes porque esse sentimento estava transbordando em mim. Eu estava em cima dele, abraçada a ele e ouvi ele dizer:"Eu também".

Sei que naquela situação muitos homens falaria o mesmo. Mas foi a forma como ele falou, foi o jeito, a verdade na voz dele. Eu sei que ele ficou tão assustado quanto eu, mas aquilo era novo e muito bom. Não dava pra fugir. Quando ele me pega de quatro, no sexo anal, eu sinto a fera nele se soltar, sinto que ele se encontra com a sua verdadeira face. Eu gosto de sentir nele esse animal incontrolável. Gosto da agressividade, gosto da violência, gosto da dominação. Me sinto uma caça sendo abatida.

Eu amo o Eduardo! Não tenho mais a menor dúvida. Do jeito como eu me entrego e com a declaração, acho que nem ele tem dúvida. E nós dois perdemos a noção do tempo quando estamos na cama. Ele me comendo por trás, me enrabando, é como se fosse um centauro. Sei que eu estava gemendo muito gostoso. Ele perguntou "vai beber o meu leite, de novo?" E eu já fui abrindo a boca engolindo tudo. Eu amo esse gosto que vem dele. Só dele!

Agora, a sorte estava lançada. Era 5 de dezembro de 2012. Fizemos um sexo de muita qualidade. Completo! Amor, tesão, carinho, putaria, tudo junto. Foi uma foda pra ninguém botar defeito. Eu estava certa que ele ia repensar o namoro dele. O que aconteceu naquele apartamento não foi só um sexo. Não foi só físico. Nossos espíritos se encontraram e se uniram de uma forma inseparável. Talvez ele não saiba, mas ali ele me entregou a alma dele. Eu só tinha que esperar. Esperar por um "feliz natal" que não veio. Até aí, tudo bem, pois não ligo mesmo pra essa data. Fim de ano chegou e nada. Nem uma mensagem. N-A-D-A. Entrei em 2013 muito triste e desiludida. A pancada foi grande de perceber que ele não mudou de pensamento em relação a mim. Eu continuava sendo só um bom sexo pra ele. Mesmo depois de tudo que ele sabia que tinha acontecido entre nós.

Ele me procurou em 14 de janeiro, 40 dias depois. Eu sabia que isso ia acontecer e já estava preparada pra dizer:"Não". Ele não podia continuar com esse comportamento de me solicitar na hora que ele bem entendesse e depois me deixar curtindo uma saudade e um ciúme de dar dó. Eu tinha certeza absoluta que ele gostava de mim, e não era pouco. Porém, ele não tinha noção da grandeza e nem da natureza desse sentimento dele por mim. Eu vim entender isso com o tempo. Mas sem dúvida ele já me amava em 2012 e isso não desapareceu em 40 dias.

Eu me afastei. Tirei o corpo fora como se diz. Cada vez que falávamos eu simplesmente desconversava. Dava evasivas, desculpas para não ir me encontrar com ele. Mas eu o amava, e um amor assim não desaparece do nada. Me incomodava muito ele só puxar assunto quando queria sexo. O Eduardo nunca me perguntou como eu me sentia. Nunca se interessou sobre nenhum aspecto da minha vida. Não era meu amigo de fato. Era um filho da puta que só se importava com o bem estar dele. 

Ele não via que estava acabando comigo. Na véspera do meu aniversário ele puxou assunto. Disse que estava com vontade de abrir as minhas pernas e lamber bem devagarinho. Porra, muita putaria dele falar isso pra uma pessoa que ele sabe que ama ele e que tá tentando se manter afastada, de uma forma saudável, sem brigas, sem stress, sem cobranças porque ele nunca me prometeu nada. Mas a partir do momento que ele fica atras de mim, me compelindo a me encontrar com ele. Ele é tão culpado quanto eu numa recaída. Mesmo assim, me mantive firme. Se ele me considerasse um pouquinho teria dado um jeito de me ver no meu aniversário, mas ele não mandou uma mensagem se quer. Foi aí que eu caí na real. O Eduardo estava pouco se lixando pro nosso sentimento. Tinha total controle da situação e por isso, ele não precisava se esforçar em me agradar.

Como disse, eu caí na real. Na verdade, ele pode ter sido manipulador, maldoso e aproveitador, mas foi eu que permiti ele abusar de mim e do meu amor. Como a dor estava me consumindo e saudade também eu evitei chegar perto dele. Ele também se afastou, ficou um bom tempo sem me procurar. Achei um alívio. Até hoje não compreendo o que esse tempo significou pra ele, pois sei que ele pensava em mim. Mas pra mim esse tempo foi fundamental para recuperar o meu equilíbrio e mostrar pra mim mesma que eu podia ser mais forte diante dessa dependência nociva. Se eu não me protegesse, se não tivesse olhado pra mim e cuidado da minha saúde emocional e dos meus interesses, essa doença faria com que eu me humilhasse por migalhas doses do veneno do Eduardo. O que ele me dava não era amor, era algo que me matava aos poucos e até hoje ele continua me dando isso diluído em Whisky pra disfarçar, mas continua sendo veneno. 



Um comentário:

  1. Nossa,,, judia não, sua boca linda e vem contar isso! assim voce me mata.....botou eu para viajar com essa parte 2 em,vou ate da umar lixada na minha mão cascuda agora para por ela em açao kkkkkkk, to na sofrencia , vo ate escutar um pablo da vida

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