O Meio
É... dois anos de festinhas privadas no apê do Edu e ele não foi capaz de considerar que eu poderia ser uma boa namorada pra ele. O Hans, por outro lado me valorizava cada vez mais, tava sempre me chamando pra viajar com ele. A companhia dele era muito agradável, nossas viagens eram muito divertidas. Numa de nossas viagens eu conheci uma das filhas dele. Foi fácil me tornar amiga da Vick. Começava a acreditar que o Hans realmente me queria na vida dele. Eu queria me sentir mais empolgada com isso, mas eu e o Hans nunca fomos um casal de verdade.
Vamos ser práticos. Colocando uma média de 4 encontros por ano, um encontro a cada três meses. Em dois anos tivemos menos de 10 encontros íntimos. Eu nem tinha o número do celular do Eduardo gravado porque apaguei com medo de enviar alguma mensagem ou ligar.
Depois de tudo que tinha passado com o Luca, e só de pensar que eu nunca, nunca tive um orgasmo com ele. Podem imaginar o terror que estava passando na minha cabeça, por essa conexão absurda que eu tinha com o Edu. Então, eu não queria me vê apaixonada por ele sem ter certeza que ele também estava. Por isso, não conseguia admitir nem pra mim mesma que estava completamente Apaixonada. Ops! Eu quis dizer ENCRENCADA.
Até que aconteceu algo que fez vê o quanto eu estava encrencada. O Eduardo me disse que precisava me ver e que estava com muita saudade. "Quero você toda, cada pedacinho seu. Você deixa?". Todo homem sabe o poder de suas palavras. Eles sabem exatamente o efeito que suas palavras irão causar naquela mulher. É! O Eduardo é um doutor na arte de usar as palavras. Mesmo que eu tenha conhecimento disso, ele consegue usar expressões e frases sem sentido parecerem argumentos irrefutáveis. A maioria de nós, mulheres, têm um bloqueio pra perceber isso. E alguns homens, no caso, em especial, os P.P.A exageram dessa ferramenta. Desse jogo sujo, melhor dizendo.
Lembram que eu falei que não tinha gravado o numero dele no meu celular? Acontece que depois que ele me disse isso eu pedi dele e liguei no dia seguinte às 5 da manhã. Isso mesmo!! Estão vendo porquê eu não queria ter esse maldito número. Só que ele atendeu dizendo que estava com a namorada. Um verdadeiro balde de água congelante. Fiquei tão desapontada quanto PUTA DA VIDA. Ele diz que me quer e no dia seguinte já está namorando outra? Como assim? Que capítulo eu perdi?
Logo no começo fiquei confusa, não entendi direito. Na minha visão romântica da vida (mas não tão errada) uma pessoa não pode dizer que quer uma mulher e no outro dia pedir outra em namoro. Ele já estava nesse relacionamento e não me disse nada. Eu me senti passada pra trás. Se os homens se portam assim e ninguém lhes fala que é errado, ninguém lhes corrige, ninguém reclama ou tira satisfações, mesmo sabendo que está errado, eles vão continuar agindo assim porque ninguém os acusa ou pune. As mentiras vão ganhando outras proporções a ponto de virar um trauma para as mulheres. Ou o que ironicamente, os homens chamam de NEUROSE.
Depois que assimilei tudo fiz questão de dizer pra ele que não tinha entendido a atitude dele de dizer uma coisa e fazer outra. Me fazer acreditar que estava se apaixonando por mim enquanto iniciava um namoro com outra, é golpe baixo. É desonesto. Mas ninguém ousaria dizer isso assim na cara dele. Eu não ousei! Mas fiz uma reclamação demonstrando o meu desapontamento. Ele não se intimidou e deu um jeito de se justificar, se vitimando e me acusando "Ah, não fica assim. Você tem as suas coisas e as suas pessoas. Não é justo isso". Desse momento em diante eu fui invadida por um sentimento comum que acompanham mulheres que sofrem com relacionamentos abusivos: a culpa!
Por quê? Porque nossa sintonia era tão gostosa, ele parecia gostar muito quando estava comigo, parecia sincero. Sempre achei que eu fosse uma mulher interessante pra qualquer cara. E se a gente se dava tão bem na cama, isso já era bastante coisa. Então se mesmo assim, ele preferiu namorar outra, só poderia ser porque eu estava fazendo algo errado. O erro era meu! A culpada era Eu! E ele chegou a falar isso depois, reforçando a minha ideia de culpa. Fingi não me importar com a situação, afinal, eu tinha mesmo o Hans. Se ele não tivesse plantado a semente da culpa eu provavelmente iria confronta-lo com coisas do tipo "Você disse que gostava de mim" "disse que me queria" "disse isso, disse aquilo". Todo relacionamento abusivo causa uma cegueira com relação aos erros do parceiro. Eu estava na teia do Eduardo, pronta pra ser devorada lentamente, mas muito, muito dolorosamente.
Na verdade eu queria ver o Edu e queria estar com ele não me importando se ele estava namorando ou não. Eu já estava sem vê ele há uns dois meses. Era difícil fugir do assédio dele, ainda mais quando ele aparecia na minha frente. Nessa noite, eu me preparei pra ver um espanhol com quem eu ficava a alguns meses. Minha relação com Hans era aberta e a distância. Então, estava eu saindo com esse espanhol bastante interessado em um compromisso sério, o nome dele era Alberto. Funcionava uma boate italiana em cima do Backyard, estávamos lá dançando. As pessoas desciam para fumar no cercado que ficava na calçada do Backyard. Eu desci com o Alberto e enxerguei o Edu com um amigo dele chamado Diogo. Pareciam muito alegres, sorrindo o tempo todo. Eu queria estar com eles mas estava com o Alberto. Voltei para dentro da boate. Estava ótimo até eu avistar o Eduardo. Aí eu queria descer toda hora pra fumar.
A gente ficou trocando olhares, ele viu que eu estava acompanhada. Mas ele não parava de olhar e sorrir. O Alberto me perguntou se eu não estava cansada de subir e descer. Eu disse que sim e pedi pra ele ir buscar uma bebida pra mim. E quando ele foi eu saí pra falar com o Edú. Eu não fazia ideia do que eu estava fazendo. Claro que não tinha nada demais eu ir cumprimentar um amigo, desde que eu voltasse quando o Alberto chegasse com a bebida. Mas eu nem percebi quando ele voltou. Simplesmente porque o Edu estava ali dizendo que me queria acima de todas aquelas mulheres. E tinha bastante mulher bonita. Estava frio e eu estava sem casaco, então, ele tirou o casaco dele, colocou em mim, me pegou pela mão e disse "vamos". Nesse momento eu olhei e vi o Alberto com os dois copos na mão. Eu me virei e fui. Eu sabia que nunca mais poderia falar de novo com o Alberto. Juro que se eu não conhecesse o Eduardo eu poderia estar com ele até hoje. Ele era quase o que eu queria. Mas o Edu era tudo o que eu queria e mais um pouco do que eu nem podia imaginar que queria.
Esta noite vai marcar nosso romance. Não pra ele, mas definitivamente pra mim. Abrimos uma garrafa de whisky dos meus favoritos. Foi divertido ter a companhia do Diogo e sei que ele teria ficado se o Eduardo estivesse com outra mulher. Eu jamais aceitaria transar com os dois. Não por caretice mas, porque já tinha bem claro na minha cabeça que o Edu era especial, e, suficientemente homem pra me satisfazer de cabo a rabo. Vocês entenderam, né? Eu ficaria muito desapontada se ele sugerisse isso, pra mim aquele foi o nosso encontro mais romântico desde que nos conhecemos até então. Eu queria aproveitar muito aquele momento. Eu queria que ele percebesse que era de mim que ele gostava.
O Diogo foi embora e acho que a gente não conseguia mais disfarçar nem segurar tanta tara. Adorava o jeito como ele me olhava. Era como um predador de olho na caça. Vê o desejo no olhar dele com certeza molhava a minha calcinha. Ele me imprensou contra a parede e me beijou. Eu entrava no modo automático de tesão quando ele me tocava. Me beijando então...
Sabe aquele beijo que você não quer parar mas tá tirando a roupa, e interrompe e volta e falta respiração. Eu sentia tudo naquele beijo. O beijo mais safado e tesudo da minha vida, capaz de me levar aos céus de tão gostoso e ao inferno de tão quente. Só ele conseguiu despertar em mim tantas sensações ao mesmo tempo. O amor é mesmo uma substância entorpecente, altamente viciante. Não todos os amores. O nosso foi assim. Muito fodástico. Muito intenso mesmo.
Então, já no quarto, ele montou em cima de mim. Naquela que foi com certeza a penetração mais molhada que eu tive até o momento... Fez dois movimentos lentamente e se levantou. E começou a me lamber como só a língua dele é capaz. Sei que os homens lendo vão se sentir ofendidos, mas vou explicar. O Edú tem uma técnica de fazer sexo oral que é infalível. Pouquíssimas vezes demorei pra gozar e quase sempre gozo mais de uma vez na boca dele. Isso porque eu acho que a boca dele e a minha buceta foram moldados pra encaixar bem um no outro. Ele tem um jeito de chupar com o dedo enfiado nela. Mas outros quando faziam isso, me incomodava. Ele sabia o tanto que tinha que meter o dedo. Sabia quando tinha que fazer algum movimento e sabia a hora de parar. Adivinhava o momento que eu queria apenas a língua e nada mais. Eu gozei muitas vezes na língua dele esta noite. Pela segunda vez eu tive orgasmos múltiplos com o Eduardo. Isso acontece quando a mulher está bem relaxada e consegue gozar mais de uma vez na sequencia. "Caralho de fdp gostoso" eu pensei comigo mesma. Eu não falava muitas safadezas nessa época. Eu só fui me soltando aos poucos.
Outra coisa deliciosa do nosso sexo é quando ele vem pra cima e me penetra lentamente logo depois de me fazer gozar na boca dele. Essa hora chega a ser quase um orgasmo também. É muito gostoso sentir a rola dura dele me invadindo centímetro por centímetro até não faltar nem um milímetro. Nesse momento eu sinto a rola pulsar junto com as batidas do meu coração. Aí eu percebo que nós nos tornamos um só ser. Se eu pudesse grudar nele e não soltar nunca mais, eu faria. Nossos gemidos se confundem entre si. Não dá pra dizer quem tá sentindo maior excitação. Eu só sei que eu adoro sentir o corpo dele pensando sobre o meu. Estávamos completamente bêbados. Ele me pedia: "se abre mais" "se abre toda pra mim, Cami" Ouvir ele dizer o meu nome, ali naquele momento de prazer me deixava muito segura. Era comigo que ele queria estar. Era comigo que ele estava sentindo prazer. Fui fazer um boquete nele com muita vontade. Daqueles que enfia a piroca toda na boca. Eu tenho uma tara na piroca dele e eu lambo mesmo como se estivesse saboreando o meu sorvete favorito. A minha língua sabe explorar bem aquela delícia. Ele não resiste quando eu faço isso. O safado, esporrou a minha cara toda mas um pouco na minha boca e eu não senti nojo ou ânsia de vomito como costumava acontecer comigo. Eu não engoli mas percebi que podia tentar fazer isso da próxima vez.
Puta que pariu!! A gente ficou 2 horas transando e eu sequer lembrei que ele estava namorando outra. Essa paz não existia com o Luca. Esse bem estar e essa vontade de me entregar e aproveitar cada segundo nunca houve com o Luca. Que merda estava acontecendo comigo? Eu não me senti usada para seu bel prazer. Não foi um sexo louco que fizemos esta noite. Foi um amor intenso e com muita vontade. Nem sequer teve sexo anal. E ao acordar estávamos nós nos amando outra vez. Eu percebi que ele nem gozou. Mesmo atrasado para ir trabalhar, fez questão de me dar mais prazer. Ele se preocupava em me satisfazer. Isso se chama carinho. Me senti feliz e pensei que era questão de tempo pra ele perceber todo esse afeto. Só não pensei que fosse levar tanto tempo. Não dava pra imaginar que depois do amor maravilhoso que fizemos ele seria capaz de esconder tudo no campo mais inacessível da mente dele e fingir que não tínhamos nada além de sexo. Sim, era só isso. Mas porque ele e o egoísmo dele não aceitava ter que optar entre uma coisa de outra. Ele queria o namoro e as aventuras.
Puta que pariu!! A gente ficou 2 horas transando e eu sequer lembrei que ele estava namorando outra. Essa paz não existia com o Luca. Esse bem estar e essa vontade de me entregar e aproveitar cada segundo nunca houve com o Luca. Que merda estava acontecendo comigo? Eu não me senti usada para seu bel prazer. Não foi um sexo louco que fizemos esta noite. Foi um amor intenso e com muita vontade. Nem sequer teve sexo anal. E ao acordar estávamos nós nos amando outra vez. Eu percebi que ele nem gozou. Mesmo atrasado para ir trabalhar, fez questão de me dar mais prazer. Ele se preocupava em me satisfazer. Isso se chama carinho. Me senti feliz e pensei que era questão de tempo pra ele perceber todo esse afeto. Só não pensei que fosse levar tanto tempo. Não dava pra imaginar que depois do amor maravilhoso que fizemos ele seria capaz de esconder tudo no campo mais inacessível da mente dele e fingir que não tínhamos nada além de sexo. Sim, era só isso. Mas porque ele e o egoísmo dele não aceitava ter que optar entre uma coisa de outra. Ele queria o namoro e as aventuras.