sexta-feira, 10 de abril de 2015

Whisky à Cowboy - Parte 1


O começo

Agora que acabou, eu posso contar essa história.


Quando eu vi o Eduardo pela primeira vez nunca achei que fosse chegar perto o suficiente, mas me enganei. O lugar onde nos conhecemos faz parte da minha história e da dele também. Copa da África do Sul, 02 de Julho de 2010, quando tudo começou. Eu assistia a partida que desclassificava o Brasil daquela Copa. Como se não bastasse, o cara por quem eu nutria um forte sentimento estava no mesmo bar acompanhado de sua namorada. Resolvi mandar um sms para o Eduardo porque precisava de algo que me tirasse daquela situação patética. Eu achei que ele poderia ir me fazer companhia já que ele trabalhava para o dono do Backyard, esse bar americano que eu frequentava.

Na verdade, eu estava torcendo pra ele me responder. E, de repente, eu estava no sofá da casa dele contando a minha história. Qualquer um sumiria depois de conseguir o que queria, exceto os homens P.P.A. Eu darei a definição da sigla mais lá na frente. O que vocês irão ler a seguir é proibido para "menores" de cabeça, porque só acima de uma "certa" faixa etária da maturidade, é permitido fazer as loucuras que fizemos. Querem detalhes sórdidos? Lá vai...

Houve uma preliminar no sofá branco do apartamento dele. Roupas pelo chão... meu corpo nu sendo devorado centímetro por centímetro por uma boca quente e insaciável. E quando eu estava explodindo de excitação, molhada mesmo, porque a língua dele ia deixando rastros de libido por todo meu corpo, ele galopou suave em cima de mim, a ponto de eu sentir os movimentos de cada músculo dele. Os 29 anos dele se afirmava ali no meu corpo. Nunca senti tamanha vitalidade, virilidade e juventude. Eu, e meus 31 anos nos transformamos em uma menina de 15 como num passe de mágica. Era mesmo como uma mágica ou como memória de uma vida passada a forma como ele descobria o caminho do meu prazer. Fácil assim, ele decifrava onde ficavam os meus pontos mais erógenos. Nem lembro como fomos parar no quarto, na cama, ele me colocou de quatro como se já fizéssemos aquilo à vida inteira. Apesar de está assustada, as mãos dele nos meus quadris segurando forte não me deixava escapar. E nem eu queria! Deixei rolar o sexo anal.

Só de estar na cama de um desconhecido já era informação demais pra mim. E ainda por cima eu estava fazendo sexo anal com aquele cara que eu mal conhecia. Isso pode parecer excitante, e Foi! O jeito como ele me pegava por trás e me puxava pra ele, me enlouquecia. Ele me desvendou em apenas algumas horas e me mostrou o sexo visceral que eu nunca tinha experimentado. Com a boca, com os dedos e com o órgão principal, é claro, ele me proporcionou orgasmos múltiplos, naquela tarde. Me descobri como mulher com um homem por quem não sentia amor. Quando eu digo que me descobri como mulher eu afirmo isso porque não é coisa muito simples para uma mulher conseguir um orgasmo, e isso eu só consegui com homens com quem tive uma relação longa e estável. A mulher que disser que goza fácil é uma grande mentirosa. Nós mulheres temos posições que nos favorecem, qualquer incomodozinho atrapalha, o tamanho, o local, tudo influencia positivo ou negativamente. Sem contar que o psicológico é um fator importantíssimo para os dois sexos, e para uma mulher o mais normal é se sentir relaxada com o homem que ama, com quem ela já tenha bastante intimidade. 

Experimentei sensações que nunca tinha sentido antes. Mas nada, nada mesmo, se compara com a sensação que é se sentir gostosa e prazerosa. Eu poderia mentir aqui, dizer que usamos camisinha só pra não ser criticada ou apontada como alguém que queira estimular o sexo sem proteção. De maneira alguma eu estou dizendo que isto é certo. Só estou dizendo como tudo aconteceu. E depois que eu gozei várias vezes de todas as formas que uma mulher pode ter orgasmo, ele tirou de dentro e gozou na minha barriga. Já estávamos sem proteção pelo menos ele se preocupava em não me engravidar. Assim, pensava Eu. Isso não iria acontecer de forma alguma porque eu não posso engravidar. E a noite acabou em pizza que fomos comer no Shopping. Achei incrível porque o que eu conheço desses encontros é que mal o homem ejacula e ele já está soltando a desculpa mais ridícula da face da terra pra não permanecer ao lado da garota que acabou de dar prazer a ele. Mas volto a chamar a atenção para o fato do Eduardo ser um P.P.A. homens que agem diferente do padrão, e vou explicar o porquê mais adiante. 

"Quando eu te vi e te conheci. Não quis acreditar na solidão. E nem demais em nós dois. Pra não encanar..." Esse trecho de uma canção que eu costumava ouvir na época resume muito bem como me senti em relação ao nosso primeiro encontro. Eu não criei expectativas. Mas se não dava pra criar expectativas também não dava pra resistir. Ele é sim, um gatão irresistível. Eu fiquei por semanas, pensando se iria encontrá-lo daquela forma de novo. Eu fiquei impressionada, mas nem passava pela minha cabeça usar o telefone pra passar outra mensagem. A primeira deu certo e já estava de bom tamanho. Fizemos tudo perfeito como se fosse a primeira e última vez. Não tinha como saber.

O mito de que uma mulher só pode sentir prazer com o homem que ama foi derrubado. Eu "amava" outro mas não somente me entreguei como aproveitei cada segundo. Ao contrário do que eu imaginava eu não senti sensação de vazio. Eu não me senti mal de maneira alguma. Eu só me senti bem. Foi muito melhor do que ir pra casa choramingar porque eu não tinha o homem que eu "amava". Eu gostei de estar com o Eduardo, mas eu não esperava que ele me quisesse novamente porque sempre soube que figurinha repetida não completa álbum. E lá estava eu mais uma vez enganada. Depois de quase dois meses comendo o pão que o diabo amassou com uma paixão obsessiva que não me levava a nada eu encontrei novamente o Eduardo. E querem saber se algo poderia acontecer melhor que na primeira vez? Eu pensava que não porque achei nosso primeiro encontro perfeito.

E tudo foi igualmente maravilhoso. E mais...Igualmente surpreendente! Igualmente delicioso! E mais ainda porque eu não estava chateada como no nosso primeiro encontro. Isso conta muito!!! O alto astral é fundamental na troca de energia. E isso fluiu muito bem. Lembro bem que eu cheguei na casa dele super feliz e sorridente o que não aconteceu no primeiro dia. O Edu é o tipo de cara que sabe quando uma mulher gosta de outro e está com ele só por distração, isso é uma coisa rara de acontecer, pois os P.P.A. têm sempre o domínio da situação, e quando não tem vão atras desse controle a todo custo. Eu relaxei mais rápido e podemos aproveitar melhor o momento. E como sei que vocês gostam de detalhes sórdidos e picantes... lá vai.

Nos beijamos ardentemente no sofá branco enquanto ele tirava minha roupa peça por peça. Na minha cabeça só o que passava era que eu queria a língua dele deslizando sobre o meu pescoço até chegar nos meus seios e foi exatamente o que ele fez. Já estava achando que ele lia meus pensamentos porque ele fazia na mesma intensidade que eu queria. Nesses momentos quanto menos a cabeça pensar melhor é o prazer. Então pra quê lembrar o amor? Deixei ele me virar e revirar de ponta à cabeça. Toda posição era boa pra nós dois. E eu entrava numa espécie de máquina do tempo quando estava no apartamento dele, porque ele parecia um gigante do sexo com anos de estrada, e eu, uma menininha boba com as coisas que ele fazia. Qualquer experiência que eu tinha se transformava em nada a medida que ele me mostrava o que sabia. 

Eu não sei como nós conseguíamos fazer um papai e mamãe tão prazeroso. Eu nunca tinha gozado nessa posição, apesar de gostar muito de sentir o corpo do homem pesando sobre o meu, essa posição nunca me favoreceu pra sentir um orgasmo. E de repente, tudo foi se ampliando, inclusive o pênis dele parecia maior do que realmente era, ou mais grosso, sei lá. Eu vi os meus dois mamilos se enrijecerem. E eu não podia acreditar que eu estava tendo um orgasmo naquela posição e tão facilmente. Foi tesão, eu sei! As minhas pernas estavam tremendo, mesmo assim ele me virou de quatro, e essa era com certeza a melhor hora pro sexo anal porque estava completamente relaxada. A excitação e a lubrificação do meu prazer fez com que o pênis dele deslizasse todo e eu gritava por mais: Mete tudo!! Era o que eu gritava. E ele metia com vontade segurando firme nos quadris e me puxando pra ele, freneticamente. Ele parava uns segundinhos, e eu podia sentir a pulsação do pênis dele. Isso foi de outro mundo!!! 

Eu tinha tido um orgasmo tão bom, tão intenso que eu estava ali só para satisfaze-lo. Então eu rebolava no pau dele só pra enlouquece-lo. Eu sabia exatamente o que eu estava fazendo, mas ele sabia mais. E começou a me dar tapas na bunda e quanto mais eu pedia mais intenso ficava, e do nada, parou. Me jogou na cama e me lambeu como jamais eu imaginei que fizesse. Eu fico imaginando como devia estar saboroso o gosto do nosso fluído liberado depois de tanta excitação. Que mulher resistiria a isso? Aí eu tive certeza que o Eduardo era um deus do sexo. Isso porque eu não sabia o que era um P.P.A. e nem mesmo sabia que existia essa categoria de homens. Depois que ele me fez gozar de novo, dessa vez na língua dele. Ele veio novamente pra cima de mim, devia estar muito bom pra ele também porque ele não parava mesmo tendo me feito gozar duas vezes. Eu queria continuar, é claro. A mulher não fica exausta quando goza, o esforço maior vem do homem. E o Edu parecia que entrava em êxtase quando me via sentindo prazer. Quando chegou a vez dele, jogou tudo nos meus seios e pediu pra eu espalhar. E eu fiz isso como quem passa uma loção hidratante.

O que eu ainda não contei é que o Edu tinha uma namorada. Então, volta e meia ele estava lá no mesmo bar onde nos conhecemos, o Backyard, com ela. Mas sinceramente, vê-los não me incomodava. Amor e paixão são coisas diferentes, sabemos. Só não sabemos na maioria dos casos distinguir uma coisa da outra. Eu me sentia amando o Lucas. Qualquer um podia dizer que eu estava apaixonada, mas eu achava que era amor e as pessoas que moravam comigo tinham certeza que era uma obsessão. Vivia numa deprê de dar dó. Foram dois anos da minha vida jogado fora tentando fazer dar certo uma coisa que estava predestinada ao fracasso. Como uma mulher pode ser feliz sendo a outra? Ele não deixava a namorada mas sempre queria sair comigo. E eu me enchia de falsas esperanças. E quando percebia estava eu sofrendo e chorando de novo. E numa dessas situações eu desejei estar com Eduardo, ele me fazia bem. 

Quando eu vi o Eduardo pela primeira vez eu pensei comigo "Meu deus! Quem é esse bofe maravilhoso? Ah, eu quero ele pra mim." Eu observei que ele era moderno e descolado, o estilo de homem que me atrai. Ele era tão educado e estiloso que as pessoas comentavam que sua sexualidade era o tanto quanto duvidosa. Eu mesma cheguei a duvidar... Hahaha, hoje eu tenho tanta certeza do que ele gosta quanto tenho certeza que existo. Eu nunca imaginei que ele pudesse se interessar por mim. Claro que nunca duvidaria que um homem se interessaria por ter sexo comigo, mas quando se duvida da sexualidade desse homem é mais complicado. Por isso eu fiquei tanto tempo admirando ele em segredo. Até que teve uma noite que ele estava tão lindo, tão sexy, tão atraente...

Bem, nessa noite eu estava tristinha, bola murcha mesmo, pra variar, por causa do Lucas. Estava jantando com minhas amigas Lili e Paty e minha visão panorâmica percebeu um homem se levantando da mesa ao lado. Era o Eduardo que estava com alguns amigos e levantou para fumar. E eu fiquei observando enquanto ele andava o quanto o corpo dele era desejoso. Cheguei a suspirar quando ele ficou de lado, o volume da bunda me agradava muito. Por que eu sinto uma tara por bunda? Como disse ele estava lindo com aquele jeans justinho e camisa preta. Agora o que acabou comigo foi quando ele se sentou de volta e eu pude perceber a argolinha prata na orelha. Não tem coisa mais atraente pra mim que um homem moderno. Eu tive que comentar com minhas amigas que eu achava aquele cara simplesmente um espetáculo. E que só de vê-lo assim tão de perto já me deixava bem mais animada.

Essa foi a noite em que fomos apresentamos. A Lili nos colocou frente a frente. Ele demonstrou interesse, trocamos contatos e até flertamos um pouco. Hoje, lembrando daquela noite, penso se não teria sido melhor nunca ter falado com ele, nunca ter visto, nem conhecido. Se eu tivesse tido uma visão do futuro, não das partes boas, mas de todo meu sofrimento, das crises de choro, do desespero, da dor e da humilhação, eu nunca, jamais teria olhado pro Eduardo. De todos os homens que me magoaram, ele foi o único que tentou me destruir.

Uma noite eu estava em São Paulo com o Lucas e ele me enviou um torpedo dizendo que estava com uma saudade grande. Era uma segunda feira, e confesso que me surpreendi muito com o que ele escreveu. Fiquei meio confusa sobre o que motivou um cara que tem namorada escrever aquilo para uma garota com quem transou duas vezes. Se eu soubesse que era apenas um P.P.A. plantando a sua sementinha do mal. Eu não respondi pois estava com Lucas e achava que minha noite ia ser maravilhosa. E lá estava eu mais uma vez enganada e decepcionada. Eu era apaixonada pelo Lucas mas fazer amor com ele não me satisfazia. Não me completava. Existia uma tensão, um medo, uma insatisfação. Não dava pra relaxar e curtir porque eu sabia que ele estava apenas me usando. Eu chegava a sentir um vazio, uma angústia. Toda mulher sabe quando o homem está apenas sendo um macho. Era como o Lucas fazia eu me sentir, uma mulher sendo usada. Já com o Eduardo, eu não tinha essa sensação, embora fosse isso também. 

Na minha cabeça havia uma curiosidade de saber porque o Eduardo me mandou aquele SMS. Ora, eu queria romantizar a coisa. Precisava desesperadamente de uma fuga, de algo que tirasse o Lucas do foco. Nesse caso, a emoção de uma nova aventura com outro homem comprometido. Como eu gostava de repetir esse padrão estúpido. Mas não respondi e nem liguei. Aliás ele era apenas um número no meu celular. Eu nem tinha salvado o número dele, apesar disso a mensagem estava lá disponível para responder a qualquer momento. Como ele tinha namorada eu preferi ficar na minha do que causar uma briga entre eles sem querer. Quem eu queria que brigasse era o Lucas e a namorada. 


Mesmo me sentindo usada pelo Lucas eu não conseguia me libertar dele. Estava sempre cedendo quando ele me procurava e sempre sozinha quando eu mais precisava. Eu só me sentia assim porque eu achava que o Lucas tinha a obrigação de ser mais presente na minha vida, pelo fato de eu ser a outra com quem ele se deitava nas horas vagas. Eu cobrava algo que eu não tinha direito algum de cobrar. O que eu precisava entender é que assim como o Eduardo, o Lucas também procurava em mim uma fuga da rotina do seu relacionamento. Queriam distração ao invés de cobranças. Essa “pequena” diferença me fazia ser agradável pra um e irritante para o outro. E por essa razão o Lucas se afastou de vez.


Algumas semanas se passaram e eu recebi a visita do Bruno, um mineiro que eu conheci em Barretos. Levei ele pra conhecer o Backyard, na esperança de provocar o Lucas. Mas só quem apareceu foi o Eduardo. Eu nem fui falar com ele. Pra mim só o que importava era o Lucas. Foi agradável passar o fim de semana com o Bruno, mas foi só ele embarcar, o Lucas passou a existir como uma droga. Lucas, Lucas, Lucas... Por que Lucas? Até o Bruno me fez sentir muito melhor, na cama e fora dela. O Lucas exercia um poder sobre mim, feito uma droga mesmo, um amor tóxico. Amores tóxicos são aqueles que você sabe que faz mal mas não consegue resistir. Você quer se afastar, mas quando vê está nos braços da pessoa. É um sentimento que te envolve covardemente, que no começo, bem no comecinho até deu algum prazer, mas logo você se descobre caindo um abismo sem fim. Sem dúvida é uma paixão obsessiva e progressiva nos seus efeitos colaterais. Danos irreversíveis quase sempre. 

Eu tinha certeza que ser vista pelo Lucas acompanhada do Bruno ia mexer com alguma tara dele. Com o Eduardo mexeu. Quando me viu no Backyard, saiu me puxando, entrou comigo no táxi e fomos direto pro Apartamento dele. Ele estava impaciente querendo tirar logo a minha roupa. Eu pedi uma dose de whisky e pronto. Parti pra cima dele beijando e tirando a roupa toda. Uma mulher quando se sente desejada isso é como a pólvora que precisa pra detonar tudo. Ele sabia como me acender. Eu joguei ele no sofá. Ah, se esse sofá branco falasse...

Como ele não fala... falo eu.

Caí de boca na rola dele. Eu sabia como ele gostava. Principalmente quando colocava todo na boca, depois puxava fazendo sucção. Eu literalmente aspirava o pau dele e depois lambia como se lambe um sorvete. Fazia isso com o saco também, colocava as duas bolas tudo na boca. Ele ficava louco. Eu fazia tudo com a certeza que nenhuma boca, nenhuma língua era tão fantástica quanto a minha. Quando eu olhava pra ele eu via a satisfação no olhar dele. Fomos pra cama e lá o bicho pega porque ele não é nem um pouco egoísta nesse sentido. Tudo que ele recebe no sexo, ele devolve em dobro.

Eu ainda estava com a calcinha que ele tirou olhando nos meus olhos e assim começou a tocar em volta do meu clitóris como só ele sabia fazer. Ele sabia me deixar excitada com os dedos antes mesmo de qualquer coisa. Ele apertava a minha coxa na parte interna, bem no tronco e isso me dá calafrios de prazer. Uma coisa tão simples mas, que é super relaxante antes de começar com o sexo oral. O Edu tinha essa sensibilidade de não achar que o sexo oral é uma preliminar. Não é mesmo! Preliminar é um carinho, uma massagem, é preparar a mulher pra receber o oral. Porque quando algo toca no clitóris, seja o dedo ou a língua, ou seja lá o que for, e não para mais, isso já é o sexo em si pra mulher. E toda mulher precisa de estímulos, e isso, ele sabia me dá como ninguém.

Continuando... Ele sabia se fazer desejar, eu desejava a boca dele em mim com loucura. Eu passava a mão pelo meu corpo junto com a dele. Naquela bagunça de Cd e livros eu não conseguia pensar direito, minha cabeça rodava porque já estava muito excitada. Até que eu senti a língua dele passar suavemente uma vez, depois outra vez e outra, e foi ficando mais intenso a medida que ele ouvia o meu gemido de prazer. Ele conseguia explorar bem todas as partes da minha cereja. O filho da puta era um especialista em vulva. Abria os grandes lábios com a ponta dos dedos e passava a língua bem devagar de baixo para cima numa frequência muito enlouquecedora. Eu não sei como ele conseguia fazer aquilo.


Depois de gozar na língua dele eu adorava ver ele vindo pra cima. E a gente se beijava num beijo mais gostoso. Eu ainda sentindo o finalzinho do meu orgasmo que se juntava com a sensação de ser preenchida com a rola deliciosa dele. Também sentia o gosto do meu fluído vaginal nos lábios dele. Meu deus, eu não sei descrever como esse beijo era intenso, com nossos corpos brigando um com outro pra extrair todo prazer possível. Eu colocava as duas mãos na bunda dele e apertava. Eu sempre tive uma tara na bunda dele e a forma como eu apertava fazia ele gemer. A gente era assim. Ele sabia quando tava gostoso pra mim e eu sabia quando estava gostoso pra ele. A gente tinha mais que uma sintonia na cama. Era uma conexão. E nós não vamos parar por aí nas nossas taras. Vamos descobrir juntos um mundo de prazer que jamais pensei que pudesse existir. Nós já tínhamos muita intimidade, mas eu não imaginava que isso era só o começo.

Por mais maravilhoso que fosse estar com ele, eu não queria criar expectativas. Acabou o ano, iniciou 2011 e a gente sempre fazendo as nossas festinhas às escondidas. O sentimento pelo Lucas aos poucos foi morrendo sozinho. Eu adorava me encontrar com o Eduardo porque ele era lindo, educado, divertido e inteligente. A companhia perfeita pra espantar a solidão. A gente tinha conversa. Mas o fato é que nossos encontros se resumiam a sexo. Isso não me deixava chateada. Era leve e honesto. Eu sabia que ele tinha uma namorada, mas também sabia que ele gostava muito de me ter e não podia ficar muito tempo sem me procurar. Por mais que não seja a intenção cada vez que você faz sexo com a mesma pessoa, isso vai criando entre os dois uma ligação cada vez maior, o nível de intimidade vai aumentando. Isso é inevitável!!

O Eduardo me ensinou a me liberar no sexo. Me ensinou a ser mais confiante, mais atraente talvez. Só que mesmo assim eu não conseguia me soltar com ninguém da mesma forma que com ele. Eu nem percebi que eu passei o ano todo sem encontrar o Lucas e também não sentia mais a falta dele. Faltava dois meses para o Natal e no fim do ano as pessoas ficam mais sensíveis, especialmente as mais solitárias. Eu era solitária e queria ter alguém comigo nas comemorações de fim de ano. Eu me peguei pensando no quanto seria bom ter o Edu como namorado, já que soube de repente que ele não estava mais namorando. Só não sei de onde eu tirei tal estupidez. Eu sabia muito bem o quanto ele era infiel. Ele dizia que eu era a única com quem ele tinha traído a namorada. Eu nem pensava nisso, não havia nenhum tipo de cobrança da minha parte. Mas acho que se pensei nisso alguma vez devia saber que eu não era a única.

Eu conheci o James, um gringo que estava num projeto grande aqui no Brasil. Para proteger sua identidade não vou falar muito dele. Mas ele me chamou para viajar com ele, para um lugar muito charmoso na região serrana do Rio. Eu fui, é claro! Ele tinha tanto dinheiro quanto cavalheirismo e generosidade. James era exatamente o que eu estava precisando pra sacudir e levantar a minha vida. Foi um fim de ano melhor do que eu esperava porque veio cheio de esperança. O ano virou, eu me sentia mais feliz, mais confiante. Os meus melhores anos são os pares e eu sabia que 2012 seria um ótimo ano.

O James trabalhava em São Paulo e existia um aspecto da nossa relação que eu prefiro ocultar pois envolve um segredo dele. E eu tenho que preservar isso, eu o respeito muito. Mas ele me ajudava financeiramente. Me valorizou desde que me conheceu. Falava que queria casar comigo. Eu não leva isso muito á sério, ele era tão brincalhão. Estava chegando o meu aniversário e eu já não via a hora de estar com o Eduardo. Fiz um convite pra ele no Facebook. Minha intenção era me aproximar um pouco mais. Ver as postagens dele, as fotos, com quem andava, por onde ia. Eu confesso que queria também que ele visse as minhas e se interessasse um pouco mais por mim. Sem perceber eu já estava envolvida demais com Edu. 


Assim como eu não percebia o quanto tinha mudado os meus sentimentos pelo Eduardo, eu também não deixava transparecer. Era como se eu quisesse esconder de mim mesma que tinha alguma coisa nova e diferente acontecendo dentro de mim. O truque do Facebook deu certo, o Edu passou a me procurar mais frequentemente. Eu estava num momento muito bom. Superei o Lucas, tinha o apoio e a proteção do James, e o Eduardo parecia estar se chegando. Viajei com o James pra Venezuela e visitamos algumas ilhas do Caribe. E imaginem quem não saia da minha cabeça? 

O Eduardo foi me viciando, me entorpecendo, me envenenando de uma forma absurdamente maliciosa. E não tem como a vítima perceber essas coisas. Lembro que cheguei de viagem e nem desfiz as malas fui direto encontrar com ele. Uma das táticas infalíveis que ele usa é fazer amor e sexo. Ele é gentil e cavalheiro na hora da cama, mas não deixa de ter a pegada safada que toda mulher gosta. Eu achava que aquilo era só comigo. Me sentia especial com ele. Começava a achar que ele gostava de mim. Pela primeira vez eu vou disponibilizar trechos do meu diário.

Acabei de chagar da casa do Eduardo. Pensei nele a viagem inteira e nem consegui esperar desfazer as malas pra encontrar com ele. Será que eu estou mesmo apaixonada por ele? Isso não vai dar certo. Ele sabe que eu estou com o James e nem se importa. Ele sempre me viu com outros homens e nunca se importou. Mas quando estamos juntos eu sinto que ele gosta de mim. Eu juro que eu sinto isso. Se é só físico por que ele ainda não se cansou? Por que ele é tão doce quando me toca? Por que ele me beija com tanta vontade?
O James é um partidão, eu não posso deixar ele se o Eduardo não se manifesta. Eu até pensei que ele fosse me pedir pra me afastar do James. Eu senti uma pontinha de ciume. Mas ele disfarça me dando a maior força.

Eu tinha que ter admitido que estava de quatro por ele. Tinha que ter colocado ele na berlinda logo que terminou o namoro dele. Eu apostava que era ele quem ia admitir primeiro. Eu fingia, eu blefava, eu jogava o jogo dele de não se importar. Tinha dado certo por dois anos. A gente se divertia sempre que podia, e era maravilhoso. Pra quê começar com cobranças? Ele não era o Lucas e não tinha uma namorada. Não queria ser aquela chata, neurótica e controladora que eu fui com o Lucas. Acho que ele achava que eu não o pressionava pra assumir um compromisso com medo de perde-lo. Isso era a última coisa que passava na minha cabeça. Era só otimismo! Certeza que mais cedo ou mais tarde iríamos nos assumir naturalmente. Sem pressão, sem cobranças. Por que essa sou Eu quando não estou sob efeito de alguma toxina forte. Eu ainda tinha alguma resistência. Parecia ainda ter o controle.

Essa foi a parte I, O Começo. A seguir, na parte II você vai acompanhar, O Meio. Esse é o conto de fadas dos tempos modernos, Whisky à Cowboy.