domingo, 24 de janeiro de 2016

Whisky à Cowboy - Parte 2

O Meio

É... dois anos de festinhas privadas no apê do Edu e ele não foi capaz de considerar que eu poderia ser uma boa namorada pra ele. O Hans, por outro lado me valorizava cada vez mais, tava sempre me chamando pra viajar com ele. A companhia dele era muito agradável, nossas viagens eram muito divertidas. Numa de nossas viagens eu conheci uma das filhas dele. Foi fácil me tornar amiga da Vick. Começava a acreditar que o Hans realmente me queria na vida dele. Eu queria me sentir mais empolgada com isso, mas eu e o Hans nunca fomos um casal de verdade.

Vamos ser práticos. Colocando uma média de 4 encontros por ano, um encontro a cada três meses. Em dois anos tivemos menos de 10 encontros íntimos. Eu nem tinha o número do celular do Eduardo gravado porque apaguei com medo de enviar alguma mensagem ou ligar. 

Depois de tudo que tinha passado com o Luca, e só de pensar que eu nunca, nunca tive um orgasmo com ele. Podem imaginar o terror que estava passando na minha cabeça, por essa conexão absurda que eu tinha com o Edu. Então, eu não queria me vê apaixonada por ele sem ter certeza que ele também estava. Por isso, não conseguia admitir nem pra mim mesma que estava completamente Apaixonada. Ops! Eu quis dizer ENCRENCADA.

Até que aconteceu algo que fez vê o quanto eu estava encrencada. O Eduardo me disse que precisava me ver e que estava com muita saudade. "Quero você toda, cada pedacinho seu. Você deixa?". Todo homem sabe o poder de suas palavras. Eles sabem exatamente o efeito que suas palavras irão causar naquela mulher. É! O Eduardo é um doutor na arte de usar as palavras. Mesmo que eu tenha conhecimento disso, ele consegue usar expressões e frases sem sentido parecerem argumentos irrefutáveis. A maioria de nós, mulheres, têm um bloqueio pra perceber isso. E alguns homens, no caso, em especial, os P.P.A exageram dessa ferramenta. Desse jogo sujo, melhor dizendo.

Lembram que eu falei que não tinha gravado o numero dele no meu celular? Acontece que depois que ele me disse isso eu pedi dele e liguei no dia seguinte às 5 da manhã. Isso mesmo!! Estão vendo porquê eu não queria ter esse maldito número. Só que ele atendeu dizendo que estava com a namorada. Um verdadeiro balde de água congelante. Fiquei tão desapontada quanto PUTA DA VIDA. Ele diz que me quer e no dia seguinte já está namorando outra? Como assim? Que capítulo eu perdi?

Logo no começo fiquei confusa, não entendi direito. Na minha visão romântica da vida (mas não tão errada) uma pessoa não pode dizer que quer uma mulher e no outro dia pedir outra em namoro. Ele já estava nesse relacionamento e não me disse nada. Eu me senti passada pra trás. Se os homens se portam assim e ninguém lhes fala que é errado, ninguém lhes corrige, ninguém reclama ou tira satisfações, mesmo sabendo que está errado, eles vão continuar agindo assim porque ninguém os acusa ou pune. As mentiras vão ganhando outras proporções a ponto de virar um trauma para as mulheres. Ou o que ironicamente, os homens chamam de NEUROSE.

Depois que assimilei tudo fiz questão de dizer pra ele que não tinha entendido a atitude dele de dizer uma coisa e fazer outra. Me fazer acreditar que estava se apaixonando por mim enquanto iniciava um namoro com outra, é golpe baixo. É desonesto. Mas ninguém ousaria dizer isso assim na cara dele. Eu não ousei! Mas fiz uma reclamação demonstrando o meu desapontamento. Ele não se intimidou e deu um jeito de se justificar, se vitimando e me acusando "Ah, não fica assim. Você tem as suas coisas e as suas pessoas. Não é justo isso". Desse momento em diante eu fui invadida por um sentimento comum que acompanham mulheres que sofrem com relacionamentos abusivos: a culpa!

Por quê? Porque nossa sintonia era tão gostosa, ele parecia gostar muito quando estava comigo, parecia sincero. Sempre achei que eu fosse uma mulher interessante pra qualquer cara. E se a gente se dava tão bem na cama, isso já era bastante coisa. Então se mesmo assim, ele preferiu namorar outra, só poderia ser porque eu estava fazendo algo errado. O erro era meu! A culpada era Eu! E ele chegou a falar isso depois, reforçando a minha ideia de culpa. Fingi não me importar com a situação, afinal, eu tinha mesmo o Hans. Se ele não tivesse plantado a semente da culpa eu provavelmente iria confronta-lo com coisas do tipo "Você disse que gostava de mim" "disse que me queria" "disse isso, disse aquilo". Todo relacionamento abusivo causa uma cegueira com relação aos erros do parceiro. Eu estava na teia do Eduardo, pronta pra ser devorada lentamente, mas muito, muito dolorosamente.

Na verdade eu queria ver o Edu e queria estar com ele não me importando se ele estava namorando ou não. Eu já estava sem vê ele há uns dois meses. Era difícil fugir do assédio dele, ainda mais quando ele aparecia na minha frente. Nessa noite, eu me preparei pra ver um espanhol com quem eu ficava a alguns meses. Minha relação com Hans era aberta e a distância. Então, estava eu saindo com esse espanhol bastante interessado em um compromisso sério, o nome dele era Alberto. Funcionava uma boate italiana em cima do Backyard, estávamos lá dançando. As pessoas desciam para fumar no cercado que ficava na calçada do Backyard. Eu desci com o Alberto e enxerguei o Edu com um amigo dele chamado Diogo. Pareciam muito alegres, sorrindo o tempo todo. Eu queria estar com eles mas estava com o Alberto. Voltei para dentro da boate. Estava ótimo até eu avistar o Eduardo. Aí eu queria descer toda hora pra fumar.

A gente ficou trocando olhares, ele viu que eu estava acompanhada. Mas ele não parava de olhar e sorrir. O Alberto me perguntou se eu não estava cansada de subir e descer. Eu disse que sim e pedi pra ele ir buscar uma bebida pra mim. E quando ele foi eu saí pra falar com o Edú. Eu não fazia ideia do que eu estava fazendo. Claro que não tinha nada demais eu ir cumprimentar um amigo, desde que eu voltasse quando o Alberto chegasse com a bebida. Mas eu nem percebi quando ele voltou. Simplesmente porque o Edu estava ali dizendo que me queria acima de todas aquelas mulheres. E tinha bastante mulher bonita. Estava frio e eu estava sem casaco, então, ele tirou o casaco dele, colocou em mim, me pegou pela mão e disse "vamos". Nesse momento eu olhei e vi o Alberto com os dois copos na mão. Eu me virei e fui. Eu sabia que nunca mais poderia falar de novo com o Alberto. Juro que se eu não conhecesse o Eduardo eu poderia estar com ele até hoje. Ele era quase o que eu queria. Mas o Edu era tudo o que eu queria e mais um pouco do que eu nem podia imaginar que queria.

Esta noite vai marcar nosso romance. Não pra ele, mas definitivamente pra mim. Abrimos uma garrafa de whisky dos meus favoritos. Foi divertido ter a companhia do Diogo e sei que ele teria ficado se o Eduardo estivesse com outra mulher. Eu jamais aceitaria transar com os dois. Não por caretice mas, porque já tinha bem claro na minha cabeça que o Edu era especial, e, suficientemente homem pra me satisfazer de cabo a rabo. Vocês entenderam, né? Eu ficaria muito desapontada se ele sugerisse isso, pra mim aquele foi o nosso encontro mais romântico desde que nos conhecemos até então. Eu queria aproveitar muito aquele momento. Eu queria que ele percebesse que era de mim que ele gostava.

O Diogo foi embora e acho que a gente não conseguia mais disfarçar nem segurar tanta tara. Adorava o jeito como ele me olhava. Era como um predador de olho na caça. Vê o desejo no olhar dele com certeza molhava a minha calcinha. Ele me imprensou contra a parede e me beijou. Eu entrava no modo automático de tesão quando ele me tocava. Me beijando então...

Sabe aquele beijo que você não quer parar mas tá tirando a roupa, e interrompe e volta e falta respiração. Eu sentia tudo naquele beijo. O beijo mais safado e tesudo da minha vida, capaz de me levar aos céus de tão gostoso e ao inferno de tão quente. Só ele conseguiu despertar em mim tantas sensações ao mesmo tempo. O amor é mesmo uma substância entorpecente, altamente viciante. Não todos os amores. O nosso foi assim. Muito fodástico. Muito intenso mesmo.

Então, já no quarto, ele montou em cima de mim. Naquela que foi com certeza a penetração mais molhada que eu tive até o momento... Fez dois movimentos lentamente e se levantou. E começou a me lamber como só a língua dele é capaz. Sei que os homens lendo vão se sentir ofendidos, mas vou explicar. O Edú tem uma técnica de fazer sexo oral que é infalível. Pouquíssimas vezes demorei pra gozar e quase sempre gozo mais de uma vez na boca dele. Isso porque eu acho que a boca dele e a minha buceta foram moldados pra encaixar bem um no outro. Ele tem um jeito de chupar com o dedo enfiado nela. Mas outros quando faziam isso, me incomodava. Ele sabia o tanto que tinha que meter o dedo. Sabia quando tinha que fazer algum movimento e sabia a hora de parar. Adivinhava o momento que eu queria apenas a língua e nada mais. Eu gozei muitas vezes na língua dele esta noite. Pela segunda vez eu tive orgasmos múltiplos com o Eduardo. Isso acontece quando a mulher está bem relaxada e consegue gozar mais de uma vez na sequencia. "Caralho de fdp gostoso" eu pensei comigo mesma. Eu não falava muitas safadezas nessa época. Eu só fui me soltando aos poucos.

Outra coisa deliciosa do nosso sexo é quando ele vem pra cima e me penetra lentamente logo depois de me fazer gozar na boca dele. Essa hora chega a ser quase um orgasmo também. É muito gostoso sentir a rola dura dele me invadindo centímetro por centímetro até não faltar nem um milímetro. Nesse momento eu sinto a rola pulsar junto com as batidas do meu coração. Aí eu percebo que nós nos tornamos um só ser. Se eu pudesse grudar nele e não soltar nunca mais, eu faria. Nossos gemidos se confundem entre si. Não dá pra dizer quem tá sentindo maior excitação. Eu só sei que eu adoro sentir o corpo dele pensando sobre o meu. Estávamos completamente bêbados. Ele me pedia: "se abre mais" "se abre toda pra mim, Cami" Ouvir ele dizer o meu nome, ali naquele momento de prazer me deixava muito segura. Era comigo que ele queria estar. Era comigo que ele estava sentindo prazer. Fui fazer um boquete nele com muita vontade. Daqueles que enfia a piroca toda na boca. Eu tenho uma tara na piroca dele e eu lambo mesmo como se estivesse saboreando o meu sorvete favorito. A minha língua sabe explorar bem aquela delícia. Ele não resiste quando eu faço isso. O safado, esporrou a minha cara toda mas um pouco na minha boca e eu não senti nojo ou ânsia de vomito como costumava acontecer comigo. Eu não engoli mas percebi que podia tentar fazer isso da próxima vez.

Puta que pariu!! A gente ficou 2 horas transando e eu sequer lembrei que ele estava namorando outra. Essa paz não existia com o Luca. Esse bem estar e essa vontade de me entregar e aproveitar cada segundo nunca houve com o Luca. Que merda estava acontecendo comigo? Eu não me senti usada para seu bel prazer. Não foi um sexo louco que fizemos esta noite. Foi um amor intenso e com muita vontade. Nem sequer teve sexo anal. E ao acordar estávamos nós nos amando outra vez. Eu percebi que ele nem gozou. Mesmo atrasado para ir trabalhar, fez questão de me dar mais prazer. Ele se preocupava em me satisfazer. Isso se chama carinho. Me senti feliz e pensei que era questão de tempo pra ele perceber todo esse afeto. Só não pensei que fosse levar tanto tempo. Não dava pra imaginar que depois do amor maravilhoso que fizemos ele seria capaz de esconder tudo no campo mais inacessível da mente dele e fingir que não tínhamos nada além de sexo. Sim, era só isso. Mas porque ele e o egoísmo dele não aceitava ter que optar entre uma coisa de outra. Ele queria o namoro e as aventuras.

Eu disse que esse encontro marcou pra mim e vou explicar agora. Quando eu adormeci eu tive um sonho revelação. Eu tive um sonho desses só uma vez na minha vida, foi quando aconteceu uma desgraça na minha família. Eu herdei este dom da minha mãe. Bom, no meu sonho eu vi fases das nossas vidas e do nosso relacionamento. Estava muito confuso porque eu não podia determinar o tempo entre uma fase e outra. Mas sei bem que tudo começou com ele me pedindo um carinho nas costas. E foi exatamente o que aconteceu pela manhã depois que fizemos amor. Ele me pediu um carinho por 20 minutos e ia dormir esse tempinho. Eu fiquei tão maravilhada de perceber que foi uma revelação que eu tive. Então, eu fiz o carinho mais gostoso e verdadeiro que ele já teve na vida dele. E eu sei disso porque quando eu chamei ele porque ele tinha que ir trabalhar, ele mencionou a avó dele, disse que ela sempre fazia um carinho assim nele. A única coisa que eu pude sentir ali foi certeza de que pertencíamos um ao outro. Foram os 20 minutos mais eternos da minha vida porque a cada toque das minhas mãos eu podia entrar no ser dele e tocar a alma dele com as minhas orações. Sim, eu pedi a Deus que fosse pra sempre.

Deixando o romantismo de lado, vamos voltar para a dura realidade. Como o melhor representante P.P.A que eu já conheci, ele sempre tinha tudo que desejava. Era o que aparentava. Ele buscava ter tudo que sua luxúria ou seu dinheiro pudesse comprar, mas parecia que nunca estava satisfeito. O que será que ele procurava tanto? Algum fetiche? Alguma tara pouco comum? Eu até desconfiava que por trás daquele cara super educado e bem resolvido existia um animal louco e incontrolável, e eu queria que ele se mostrasse pra mim. Porque isso seria como eu encontrar a minha outra metade. Alguém com o gene animal igual ao meu. Se ele tivesse se dignado a prestar um pouquinho mais de atenção em mim, teria notado. Nós dois tínhamos exatamente o que um queria do outro. Pena ele ter demorado tanto pra perceber.

Trechos do meu diário

Eu queria ser mais otimista e não me sentir tão triste. Eu nem sei quantos dias fazem e ele não me procurou. Já me esqueceu! E eu aqui ainda sentindo gosto dele na minha boca. Negar já não está mais ajudando. Eu estou muito envolvida. Não tenho mais dúvidas porque estou sufocada, triste, decepcionada e levemente desesperada. Isso tem nome, mas não quero dizer. Eu não quero mais ver o Eduardo. Isso tem que acabar. Ele fez a escolha dele. E eu ainda tenho o Hanz que se importa comigo e acabou de me mandar uma passagem para a Tailândia pra daqui a três meses. É bem o tempo que ele vai levar pra me procurar de novo. Aí estarei curtindo férias na Tailândia. Se é pra sofrer que seja em grande estilo. FODA-SE ele não vai saber que fez isso comigo. Só vai me vê sorrindo e feliz.

E, assim foi! Estava sempre com um sorriso no rosto que se fosse olhar mais de perto veria que era falso. Quando falava com ele, peguntava como tava indo o namoro. Louca pra ele me dizer que terminou. Eu dava força, apoiava, dizia que ele tinha que namorar bastante e curtir a vida de solteiro. Eu disfarçava bem. Eu queria gritar "Eu te amo" bem no meio do Backyard. Mas ainda sabia me controlar. Até porque controle era tudo que eu tinha e sabia que não queria perder isso também. Pra ser sincera eu tava lidando bem com a situação. O lado sonhador dos apaixonados faz com que fechemos nossos olhos para alguns sinais de aviso. Eu tinha que seguir a minha intuição, e seguir a minha vida bem longe do Edu. Quando as coisas vão mal, pessoas muito otimistas, ou apaixonadas mesmo, acham que as coisas não podem piorar, mas sempre piora. A única coisa que melhorou, ou melhor evoluiu, foi o sexo. Que já era bom e ficou de outro mundo.

Ele me procurou muito antes do que podia prever. Eu disse que não queria mais. Que era travada com caras comprometidos. Ele fingiu ficar desapontado, mas não insistiu. Por que eu disse "fingiu ficar desapontado"? Porque homens P.P.A. têm uma certeza, uma vez que a preza foi fisgada, nunca mais ela vai conseguir escapar. Então com certeza quando eu disse isso, ele estava pensando coisas do tipo "vamos ver até quando ela sustenta esse travamento dela" ou "Tá falando isso porque eu ainda não apareci na frente dela". Esses homens têm certeza que introduziram em suas vítimas veneno suficiente pra elas não conseguirem se libertar do domínio. Eles não se desesperam jamais. Ficam vendo com satisfação a vítima se debater e sabem que estão prestes a saborear o prato bem lentamente.

Não adianta querer esconder o que está sentindo, eles sabem tudo. Sabem que a droga é pesada e que você vai se apaixonar. Mas vamos concordar que estava demorando muito pra eu admitir isso. Foi preciso mais de dois anos, até que eu admiti. Não pessoalmente, porque cara a cara, olhando nos olhos, exigiria o dobro de mim. Pelo inbox de uma rede social, eu disse: "Eu penso em você mais do que você imagina. Eu não sei se eu te amo, Eduardo, mas com certeza absoluta eu sou completamente apaixonada por você". Eu achei que essa declaração fosse fazer ele cair em si e parar de me procurar pra ter sexo apenas. Achei que ele fosse respeitar meus sentimentos. Que fosse se afastar, já que não queria namorar comigo. Eu juro que eu fui ingênua a esse ponto.

Depois que eu soube dessa namorada e eu perdi o Alberto, eu fiquei um pouco descontrolada. O Edu me viu com vários homens. Passei a usar os caras, e eu não sei se era pra provocar ciúmes ou pra tentar esquece-lo. Mas tudo que eu consegui foi dar mais munição pra ele, que vivia me acusando de ser a errada. Falava que não saberia lidar com essas coisas de eu ter vários caras e que não me dividiria com ninguém. Então, eu me negava pra ele por ele estar namorando, e ele se fazia de ofendido por eu ter meus casos, enfiando mais um pouco de culpa na minha cabeça. Fazia que não acreditava que eu estava apaixonada por ele. Consegui me manter afastada num sufoco enorme porque cada partícula minha desejava o corpo dele com loucura. Foi duro fugir dele. Uma das coisas mais difíceis que fiz foi marcar com ele e não ir. Eu precisava das minhas férias na Tailândia, e precisava disso sem a toxina do Eduardo. Eu queria curtir e não pensar nele.

O dia mais feliz das minhas férias em Thai foi o dia de voltar pro Brasil. Pensei tanto no Edu, desejei tanto o Edu e não dava mais pra aguentar de saudade. Eu precisava vê-lo. Nem que fosse de longe. Eu odiava a ideia de ir pra cama com ele de novo sabendo que ele ainda estava namorando aquela garota. Mas as palavras dele martelavam na minha cabeça todo tempo dizendo que aquilo não era culpa só dele. Eu queria achar uma justificativa pra me atirar nos braços dele de novo. Eu não queria saber quanto drama havia. Eu não queria saber se ele ainda estava namorando outra. Eu só queria matar a saudade que estava me consumindo. 

Ser amante do homem que eu amo, ser a outra, ser aquela que se rebaixa, que não se dá o valor que merece e que deixa o homem a tratar com desrespeito era toda a verdade que me machucava mas que eu passava por cima porque não era uma escolha minha. Era a doença da dependência correndo pelas minhas veias saltando, gritando e morrendo por mais uma dose da minha droga.

Já era inicio de dezembro e eu tinha estado com o Edu pela última vez em agosto quando eu tive aquele sonho revelação. Eu meditei sobre o último encontro que foi muito gostoso e romântico, mas apesar de tudo ele estava com outra. Com um pouco da experiência que eu tenho com os homens sei que romantismo não funciona com eles. Então apelei para o outro lado, o erótico.

Pensei:"Vou mudar meu comportamento com esse cara. Tô perdendo o controle e isso não pode acontecer". Então, comprei lingerie sensual e fui, na fé. Ou melhor, fui na maldade. Fui pro tudo ou nada. Parti pra cima e talvez se não tivesse feito isso, teria acabado. Investi no que eu sabia que eu era forte. Coloquei pra fora a fera que há em mim e não a controlei. Se eu pudesse apostar num encontro que marcou a nossa relação pra ele seria esse com certeza. Eu sei que eu despertei algo essa noite e sei que foi forte.

Vamos cortar o nhênhênhê e ir direito pra sacanagem. É porque realmente não lembro o que aconteceu antes de estar ajoelhada mamando a piroca dele. E pra falar a verdade pra vocês acho que ele passou cocaína naquela rola. Que coisa viciante! Eu estava segurando o saco dele que já estava enrijecido completamente. Eu lambia bem devagar. Colocava tudo na boca e puxava bem devagar saboreando com a língua. A minha língua não parava, chupava a piroca, lambia o saco. Eu olhei pra baixo e vi a bermuda com a cueca. Eu sei que eu fiz aquilo do nada. Então do nada eu tirei a minha roupa também e sei que ele me olhou diferente porque eu estava com uma calcinha diferente, bem menor que aquelas que eu normalmente usava. Ele sentiu uma diferença, eu sei que sim. Ele deu um tapa na minha bunda e me colocou de quatro no sofá. A gente sempre foi muito quente. Mas aquela noite eu quis ser a PUTONA dele.

Estava disposta a mostrar pra ele que eu era a mulher que ele queria ter todas as noites. Acho que mostrei! Eu deixei a rola dele se lubrificar bem no fluido da minha buceta e depois pedi no cú. Eu olhei pra ele com aquele olhar sedento e pedi com a minha voz mais cachorra "mete toda essa rola no meu cú". E foi exatamente o que ele fez como só ele sabe fazer. Fez com que eu me sentisse mesmo uma cadela no cio sendo enrabada até aquela dor inicial se transformar em prazer puro. Eu pedia pra ele bater e cada tapa fazia a excitação ir para as alturas. "Toma cachorra! É isso que tu quer?" ele falava enquanto socava com vontade. Então comecei a me tocar e fiz isso até conseguir gozar. Pena que a primeira gozada foi no meu dedo pq a primeira é sempre muito intensa. Mas ele deve ter sentido o meu cú piscando e ficando mais apertado porque me perguntou se ele podia gozar. "Vem meu cachorrão, goza na tua cachorra!" Eu respondi. E ele gozou muito gostoso no meu cú, comigo de quatro no sofá, no meio da sala, com a cachorrinha dele olhando pra nós. Essa cena ficaria linda num quandro bem em frente à minha cama. Um dia, eu mando um pintor famoso reproduzir esse momento. Essa foi a primeira da noite.

Ele me serviu um Whisky, à Cowboy, é claro! Em outros tempos eu diria que era pra esquentar. Mas este foi pra pegar fogo geral. Imagina, eu já estava ligada no 220 sem nenhuma dose. Como eu vou ficar depois de duas ou três? Só lembro que joguei ele no sofá, dei uns beijinhos bem chupado no cacete mais gostoso dessa terra e sentei em cima. Mas sentei com gosto, daquele jeito bem arreganhado pra ele vê bem a rola entrando e saindo. A cara dele tava de Deus Eros e isso me deixou mais tarada ainda. Eu tocava no saco dele por trás e estava tudo tão duro. Eu batia com a rola dele na minha buceta depois sentava. Eu podia sentir o pau dele latejando dentro de mim. E isso eu adoro! Qual é a mulher que não gosta de ver e sentir o tesão do homem dela? Eu vi que ele me pertencia quando olhei no fundo do olhar dele. E assim, direto no olhar a gente gemia e se entendia porque aquilo era com o corpo e com a alma também. Eu estava como uma cabrita ninfeta pulando no pau dele e eu gozei tão intenso, como se fosse a primeira da noite.

Depois de umas brincadeirinhas nós fomos pra cama e eu chupei e ele me chupou. Me lembro de estar toda arreganhada me tocando enquanto ele batia uma. A gente sentia prazer até nisso: vê o outro se masturbar. Mas aí, ele veio com o pau bem duro bater na buceta que estava prestes a gozar de novo. "Mete tudo que a tua puta quer gozar de novo nesse pau gostoso". Eu passava a mão pelo meu corpo, pelo bico do peito que estava durinho, minhas pernas estavam tremendo. Eu acho que eu gemi muito gostoso nesse gozo. Eu me coloquei de quatro e disse: "vem, mete aonde você quiser, meu macho gostoso." Então ele metia na buceta e no cú e eu adoro as duas mão dele no meu quadril me puxando pra ele. E quando ele começa a apertar a minha bunda é porque tá quase gozando aí eu pedi "goza na minha boca, quero beber todo o teu leite". E foi assim que eu engoli pela primeira vez a porra de um homem. Aliàs, do meu homem. E até hoje ele foi o único que me fez sentir esse gosto. Eu nunca gostei que homem nenhum gozasse na minha boca. Sempre foi um acordo com os homens que não gozasse na minha boca porque eu tinha uma verdadeira repulsa por porra.

Fomos dormir exaustos de tanto amar. Mas adivinhem! Sexo matinal é o mais saudável de todos e dizem que é o de mais qualidade. Bom, eu acho que deve ser! Esse foi talvez o melhor sexo matinal que fizemos em nossas vidas. Começou com um papai e mamãe que eu já citei aqui como sendo a minha posição favorita porque é a posição que me deixa no ponto de bala e quando eu inverto os papéis e vou pra cima eu viro uma leoa. Fiz isso! E enquanto eu cavalgava naquele corpo que me realiza eu lembrava da noite e tudo foi se ampliando dentro de mim. O sentimento, o tesão, as lembranças das boas fodas, o medo de perder, o desejo de ser só dele, eram tantos pensamentos bombardeando a minha cabeça. E acima de tudo, era ele, ali gemendo, me tocando e me dando prazer. Eu arrisquei. Busquei coragem do fundo do meu íntimo e disse: "EU te amo". Repeti não sei quantas vezes porque esse sentimento estava transbordando em mim. Eu estava em cima dele, abraçada a ele e ouvi ele dizer:"Eu também".

Sei que naquela situação muitos homens falaria o mesmo. Mas foi a forma como ele falou, foi o jeito, a verdade na voz dele. Eu sei que ele ficou tão assustado quanto eu, mas aquilo era novo e muito bom. Não dava pra fugir. Quando ele me pega de quatro, no sexo anal, eu sinto a fera nele se soltar, sinto que ele se encontra com a sua verdadeira face. Eu gosto de sentir nele esse animal incontrolável. Gosto da agressividade, gosto da violência, gosto da dominação. Me sinto uma caça sendo abatida.

Eu amo o Eduardo! Não tenho mais a menor dúvida. Do jeito como eu me entrego e com a declaração, acho que nem ele tem dúvida. E nós dois perdemos a noção do tempo quando estamos na cama. Ele me comendo por trás, me enrabando, é como se fosse um centauro. Sei que eu estava gemendo muito gostoso. Ele perguntou "vai beber o meu leite, de novo?" E eu já fui abrindo a boca engolindo tudo. Eu amo esse gosto que vem dele. Só dele!

Agora, a sorte estava lançada. Era 5 de dezembro de 2012. Fizemos um sexo de muita qualidade. Completo! Amor, tesão, carinho, putaria, tudo junto. Foi uma foda pra ninguém botar defeito. Eu estava certa que ele ia repensar o namoro dele. O que aconteceu naquele apartamento não foi só um sexo. Não foi só físico. Nossos espíritos se encontraram e se uniram de uma forma inseparável. Talvez ele não saiba, mas ali ele me entregou a alma dele. Eu só tinha que esperar. Esperar por um "feliz natal" que não veio. Até aí, tudo bem, pois não ligo mesmo pra essa data. Fim de ano chegou e nada. Nem uma mensagem. N-A-D-A. Entrei em 2013 muito triste e desiludida. A pancada foi grande de perceber que ele não mudou de pensamento em relação a mim. Eu continuava sendo só um bom sexo pra ele. Mesmo depois de tudo que ele sabia que tinha acontecido entre nós.

Ele me procurou em 14 de janeiro, 40 dias depois. Eu sabia que isso ia acontecer e já estava preparada pra dizer:"Não". Ele não podia continuar com esse comportamento de me solicitar na hora que ele bem entendesse e depois me deixar curtindo uma saudade e um ciúme de dar dó. Eu tinha certeza absoluta que ele gostava de mim, e não era pouco. Porém, ele não tinha noção da grandeza e nem da natureza desse sentimento dele por mim. Eu vim entender isso com o tempo. Mas sem dúvida ele já me amava em 2012 e isso não desapareceu em 40 dias.

Eu me afastei. Tirei o corpo fora como se diz. Cada vez que falávamos eu simplesmente desconversava. Dava evasivas, desculpas para não ir me encontrar com ele. Mas eu o amava, e um amor assim não desaparece do nada. Me incomodava muito ele só puxar assunto quando queria sexo. O Eduardo nunca me perguntou como eu me sentia. Nunca se interessou sobre nenhum aspecto da minha vida. Não era meu amigo de fato. Era um filho da puta que só se importava com o bem estar dele. 

Ele não via que estava acabando comigo. Na véspera do meu aniversário ele puxou assunto. Disse que estava com vontade de abrir as minhas pernas e lamber bem devagarinho. Porra, muita putaria dele falar isso pra uma pessoa que ele sabe que ama ele e que tá tentando se manter afastada, de uma forma saudável, sem brigas, sem stress, sem cobranças porque ele nunca me prometeu nada. Mas a partir do momento que ele fica atras de mim, me compelindo a me encontrar com ele. Ele é tão culpado quanto eu numa recaída. Mesmo assim, me mantive firme. Se ele me considerasse um pouquinho teria dado um jeito de me ver no meu aniversário, mas ele não mandou uma mensagem se quer. Foi aí que eu caí na real. O Eduardo estava pouco se lixando pro nosso sentimento. Tinha total controle da situação e por isso, ele não precisava se esforçar em me agradar.

Como disse, eu caí na real. Na verdade, ele pode ter sido manipulador, maldoso e aproveitador, mas foi eu que permiti ele abusar de mim e do meu amor. Como a dor estava me consumindo e saudade também eu evitei chegar perto dele. Ele também se afastou, ficou um bom tempo sem me procurar. Achei um alívio. Até hoje não compreendo o que esse tempo significou pra ele, pois sei que ele pensava em mim. Mas pra mim esse tempo foi fundamental para recuperar o meu equilíbrio e mostrar pra mim mesma que eu podia ser mais forte diante dessa dependência nociva. Se eu não me protegesse, se não tivesse olhado pra mim e cuidado da minha saúde emocional e dos meus interesses, essa doença faria com que eu me humilhasse por migalhas doses do veneno do Eduardo. O que ele me dava não era amor, era algo que me matava aos poucos e até hoje ele continua me dando isso diluído em Whisky pra disfarçar, mas continua sendo veneno. 



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Whisky à Cowboy - Parte 1


O começo

Agora que acabou, eu posso contar essa história.


Quando eu vi o Eduardo pela primeira vez nunca achei que fosse chegar perto o suficiente, mas me enganei. O lugar onde nos conhecemos faz parte da minha história e da dele também. Copa da África do Sul, 02 de Julho de 2010, quando tudo começou. Eu assistia a partida que desclassificava o Brasil daquela Copa. Como se não bastasse, o cara por quem eu nutria um forte sentimento estava no mesmo bar acompanhado de sua namorada. Resolvi mandar um sms para o Eduardo porque precisava de algo que me tirasse daquela situação patética. Eu achei que ele poderia ir me fazer companhia já que ele trabalhava para o dono do Backyard, esse bar americano que eu frequentava.

Na verdade, eu estava torcendo pra ele me responder. E, de repente, eu estava no sofá da casa dele contando a minha história. Qualquer um sumiria depois de conseguir o que queria, exceto os homens P.P.A. Eu darei a definição da sigla mais lá na frente. O que vocês irão ler a seguir é proibido para "menores" de cabeça, porque só acima de uma "certa" faixa etária da maturidade, é permitido fazer as loucuras que fizemos. Querem detalhes sórdidos? Lá vai...

Houve uma preliminar no sofá branco do apartamento dele. Roupas pelo chão... meu corpo nu sendo devorado centímetro por centímetro por uma boca quente e insaciável. E quando eu estava explodindo de excitação, molhada mesmo, porque a língua dele ia deixando rastros de libido por todo meu corpo, ele galopou suave em cima de mim, a ponto de eu sentir os movimentos de cada músculo dele. Os 29 anos dele se afirmava ali no meu corpo. Nunca senti tamanha vitalidade, virilidade e juventude. Eu, e meus 31 anos nos transformamos em uma menina de 15 como num passe de mágica. Era mesmo como uma mágica ou como memória de uma vida passada a forma como ele descobria o caminho do meu prazer. Fácil assim, ele decifrava onde ficavam os meus pontos mais erógenos. Nem lembro como fomos parar no quarto, na cama, ele me colocou de quatro como se já fizéssemos aquilo à vida inteira. Apesar de está assustada, as mãos dele nos meus quadris segurando forte não me deixava escapar. E nem eu queria! Deixei rolar o sexo anal.

Só de estar na cama de um desconhecido já era informação demais pra mim. E ainda por cima eu estava fazendo sexo anal com aquele cara que eu mal conhecia. Isso pode parecer excitante, e Foi! O jeito como ele me pegava por trás e me puxava pra ele, me enlouquecia. Ele me desvendou em apenas algumas horas e me mostrou o sexo visceral que eu nunca tinha experimentado. Com a boca, com os dedos e com o órgão principal, é claro, ele me proporcionou orgasmos múltiplos, naquela tarde. Me descobri como mulher com um homem por quem não sentia amor. Quando eu digo que me descobri como mulher eu afirmo isso porque não é coisa muito simples para uma mulher conseguir um orgasmo, e isso eu só consegui com homens com quem tive uma relação longa e estável. A mulher que disser que goza fácil é uma grande mentirosa. Nós mulheres temos posições que nos favorecem, qualquer incomodozinho atrapalha, o tamanho, o local, tudo influencia positivo ou negativamente. Sem contar que o psicológico é um fator importantíssimo para os dois sexos, e para uma mulher o mais normal é se sentir relaxada com o homem que ama, com quem ela já tenha bastante intimidade. 

Experimentei sensações que nunca tinha sentido antes. Mas nada, nada mesmo, se compara com a sensação que é se sentir gostosa e prazerosa. Eu poderia mentir aqui, dizer que usamos camisinha só pra não ser criticada ou apontada como alguém que queira estimular o sexo sem proteção. De maneira alguma eu estou dizendo que isto é certo. Só estou dizendo como tudo aconteceu. E depois que eu gozei várias vezes de todas as formas que uma mulher pode ter orgasmo, ele tirou de dentro e gozou na minha barriga. Já estávamos sem proteção pelo menos ele se preocupava em não me engravidar. Assim, pensava Eu. Isso não iria acontecer de forma alguma porque eu não posso engravidar. E a noite acabou em pizza que fomos comer no Shopping. Achei incrível porque o que eu conheço desses encontros é que mal o homem ejacula e ele já está soltando a desculpa mais ridícula da face da terra pra não permanecer ao lado da garota que acabou de dar prazer a ele. Mas volto a chamar a atenção para o fato do Eduardo ser um P.P.A. homens que agem diferente do padrão, e vou explicar o porquê mais adiante. 

"Quando eu te vi e te conheci. Não quis acreditar na solidão. E nem demais em nós dois. Pra não encanar..." Esse trecho de uma canção que eu costumava ouvir na época resume muito bem como me senti em relação ao nosso primeiro encontro. Eu não criei expectativas. Mas se não dava pra criar expectativas também não dava pra resistir. Ele é sim, um gatão irresistível. Eu fiquei por semanas, pensando se iria encontrá-lo daquela forma de novo. Eu fiquei impressionada, mas nem passava pela minha cabeça usar o telefone pra passar outra mensagem. A primeira deu certo e já estava de bom tamanho. Fizemos tudo perfeito como se fosse a primeira e última vez. Não tinha como saber.

O mito de que uma mulher só pode sentir prazer com o homem que ama foi derrubado. Eu "amava" outro mas não somente me entreguei como aproveitei cada segundo. Ao contrário do que eu imaginava eu não senti sensação de vazio. Eu não me senti mal de maneira alguma. Eu só me senti bem. Foi muito melhor do que ir pra casa choramingar porque eu não tinha o homem que eu "amava". Eu gostei de estar com o Eduardo, mas eu não esperava que ele me quisesse novamente porque sempre soube que figurinha repetida não completa álbum. E lá estava eu mais uma vez enganada. Depois de quase dois meses comendo o pão que o diabo amassou com uma paixão obsessiva que não me levava a nada eu encontrei novamente o Eduardo. E querem saber se algo poderia acontecer melhor que na primeira vez? Eu pensava que não porque achei nosso primeiro encontro perfeito.

E tudo foi igualmente maravilhoso. E mais...Igualmente surpreendente! Igualmente delicioso! E mais ainda porque eu não estava chateada como no nosso primeiro encontro. Isso conta muito!!! O alto astral é fundamental na troca de energia. E isso fluiu muito bem. Lembro bem que eu cheguei na casa dele super feliz e sorridente o que não aconteceu no primeiro dia. O Edu é o tipo de cara que sabe quando uma mulher gosta de outro e está com ele só por distração, isso é uma coisa rara de acontecer, pois os P.P.A. têm sempre o domínio da situação, e quando não tem vão atras desse controle a todo custo. Eu relaxei mais rápido e podemos aproveitar melhor o momento. E como sei que vocês gostam de detalhes sórdidos e picantes... lá vai.

Nos beijamos ardentemente no sofá branco enquanto ele tirava minha roupa peça por peça. Na minha cabeça só o que passava era que eu queria a língua dele deslizando sobre o meu pescoço até chegar nos meus seios e foi exatamente o que ele fez. Já estava achando que ele lia meus pensamentos porque ele fazia na mesma intensidade que eu queria. Nesses momentos quanto menos a cabeça pensar melhor é o prazer. Então pra quê lembrar o amor? Deixei ele me virar e revirar de ponta à cabeça. Toda posição era boa pra nós dois. E eu entrava numa espécie de máquina do tempo quando estava no apartamento dele, porque ele parecia um gigante do sexo com anos de estrada, e eu, uma menininha boba com as coisas que ele fazia. Qualquer experiência que eu tinha se transformava em nada a medida que ele me mostrava o que sabia. 

Eu não sei como nós conseguíamos fazer um papai e mamãe tão prazeroso. Eu nunca tinha gozado nessa posição, apesar de gostar muito de sentir o corpo do homem pesando sobre o meu, essa posição nunca me favoreceu pra sentir um orgasmo. E de repente, tudo foi se ampliando, inclusive o pênis dele parecia maior do que realmente era, ou mais grosso, sei lá. Eu vi os meus dois mamilos se enrijecerem. E eu não podia acreditar que eu estava tendo um orgasmo naquela posição e tão facilmente. Foi tesão, eu sei! As minhas pernas estavam tremendo, mesmo assim ele me virou de quatro, e essa era com certeza a melhor hora pro sexo anal porque estava completamente relaxada. A excitação e a lubrificação do meu prazer fez com que o pênis dele deslizasse todo e eu gritava por mais: Mete tudo!! Era o que eu gritava. E ele metia com vontade segurando firme nos quadris e me puxando pra ele, freneticamente. Ele parava uns segundinhos, e eu podia sentir a pulsação do pênis dele. Isso foi de outro mundo!!! 

Eu tinha tido um orgasmo tão bom, tão intenso que eu estava ali só para satisfaze-lo. Então eu rebolava no pau dele só pra enlouquece-lo. Eu sabia exatamente o que eu estava fazendo, mas ele sabia mais. E começou a me dar tapas na bunda e quanto mais eu pedia mais intenso ficava, e do nada, parou. Me jogou na cama e me lambeu como jamais eu imaginei que fizesse. Eu fico imaginando como devia estar saboroso o gosto do nosso fluído liberado depois de tanta excitação. Que mulher resistiria a isso? Aí eu tive certeza que o Eduardo era um deus do sexo. Isso porque eu não sabia o que era um P.P.A. e nem mesmo sabia que existia essa categoria de homens. Depois que ele me fez gozar de novo, dessa vez na língua dele. Ele veio novamente pra cima de mim, devia estar muito bom pra ele também porque ele não parava mesmo tendo me feito gozar duas vezes. Eu queria continuar, é claro. A mulher não fica exausta quando goza, o esforço maior vem do homem. E o Edu parecia que entrava em êxtase quando me via sentindo prazer. Quando chegou a vez dele, jogou tudo nos meus seios e pediu pra eu espalhar. E eu fiz isso como quem passa uma loção hidratante.

O que eu ainda não contei é que o Edu tinha uma namorada. Então, volta e meia ele estava lá no mesmo bar onde nos conhecemos, o Backyard, com ela. Mas sinceramente, vê-los não me incomodava. Amor e paixão são coisas diferentes, sabemos. Só não sabemos na maioria dos casos distinguir uma coisa da outra. Eu me sentia amando o Lucas. Qualquer um podia dizer que eu estava apaixonada, mas eu achava que era amor e as pessoas que moravam comigo tinham certeza que era uma obsessão. Vivia numa deprê de dar dó. Foram dois anos da minha vida jogado fora tentando fazer dar certo uma coisa que estava predestinada ao fracasso. Como uma mulher pode ser feliz sendo a outra? Ele não deixava a namorada mas sempre queria sair comigo. E eu me enchia de falsas esperanças. E quando percebia estava eu sofrendo e chorando de novo. E numa dessas situações eu desejei estar com Eduardo, ele me fazia bem. 

Quando eu vi o Eduardo pela primeira vez eu pensei comigo "Meu deus! Quem é esse bofe maravilhoso? Ah, eu quero ele pra mim." Eu observei que ele era moderno e descolado, o estilo de homem que me atrai. Ele era tão educado e estiloso que as pessoas comentavam que sua sexualidade era o tanto quanto duvidosa. Eu mesma cheguei a duvidar... Hahaha, hoje eu tenho tanta certeza do que ele gosta quanto tenho certeza que existo. Eu nunca imaginei que ele pudesse se interessar por mim. Claro que nunca duvidaria que um homem se interessaria por ter sexo comigo, mas quando se duvida da sexualidade desse homem é mais complicado. Por isso eu fiquei tanto tempo admirando ele em segredo. Até que teve uma noite que ele estava tão lindo, tão sexy, tão atraente...

Bem, nessa noite eu estava tristinha, bola murcha mesmo, pra variar, por causa do Lucas. Estava jantando com minhas amigas Lili e Paty e minha visão panorâmica percebeu um homem se levantando da mesa ao lado. Era o Eduardo que estava com alguns amigos e levantou para fumar. E eu fiquei observando enquanto ele andava o quanto o corpo dele era desejoso. Cheguei a suspirar quando ele ficou de lado, o volume da bunda me agradava muito. Por que eu sinto uma tara por bunda? Como disse ele estava lindo com aquele jeans justinho e camisa preta. Agora o que acabou comigo foi quando ele se sentou de volta e eu pude perceber a argolinha prata na orelha. Não tem coisa mais atraente pra mim que um homem moderno. Eu tive que comentar com minhas amigas que eu achava aquele cara simplesmente um espetáculo. E que só de vê-lo assim tão de perto já me deixava bem mais animada.

Essa foi a noite em que fomos apresentamos. A Lili nos colocou frente a frente. Ele demonstrou interesse, trocamos contatos e até flertamos um pouco. Hoje, lembrando daquela noite, penso se não teria sido melhor nunca ter falado com ele, nunca ter visto, nem conhecido. Se eu tivesse tido uma visão do futuro, não das partes boas, mas de todo meu sofrimento, das crises de choro, do desespero, da dor e da humilhação, eu nunca, jamais teria olhado pro Eduardo. De todos os homens que me magoaram, ele foi o único que tentou me destruir.

Uma noite eu estava em São Paulo com o Lucas e ele me enviou um torpedo dizendo que estava com uma saudade grande. Era uma segunda feira, e confesso que me surpreendi muito com o que ele escreveu. Fiquei meio confusa sobre o que motivou um cara que tem namorada escrever aquilo para uma garota com quem transou duas vezes. Se eu soubesse que era apenas um P.P.A. plantando a sua sementinha do mal. Eu não respondi pois estava com Lucas e achava que minha noite ia ser maravilhosa. E lá estava eu mais uma vez enganada e decepcionada. Eu era apaixonada pelo Lucas mas fazer amor com ele não me satisfazia. Não me completava. Existia uma tensão, um medo, uma insatisfação. Não dava pra relaxar e curtir porque eu sabia que ele estava apenas me usando. Eu chegava a sentir um vazio, uma angústia. Toda mulher sabe quando o homem está apenas sendo um macho. Era como o Lucas fazia eu me sentir, uma mulher sendo usada. Já com o Eduardo, eu não tinha essa sensação, embora fosse isso também. 

Na minha cabeça havia uma curiosidade de saber porque o Eduardo me mandou aquele SMS. Ora, eu queria romantizar a coisa. Precisava desesperadamente de uma fuga, de algo que tirasse o Lucas do foco. Nesse caso, a emoção de uma nova aventura com outro homem comprometido. Como eu gostava de repetir esse padrão estúpido. Mas não respondi e nem liguei. Aliás ele era apenas um número no meu celular. Eu nem tinha salvado o número dele, apesar disso a mensagem estava lá disponível para responder a qualquer momento. Como ele tinha namorada eu preferi ficar na minha do que causar uma briga entre eles sem querer. Quem eu queria que brigasse era o Lucas e a namorada. 


Mesmo me sentindo usada pelo Lucas eu não conseguia me libertar dele. Estava sempre cedendo quando ele me procurava e sempre sozinha quando eu mais precisava. Eu só me sentia assim porque eu achava que o Lucas tinha a obrigação de ser mais presente na minha vida, pelo fato de eu ser a outra com quem ele se deitava nas horas vagas. Eu cobrava algo que eu não tinha direito algum de cobrar. O que eu precisava entender é que assim como o Eduardo, o Lucas também procurava em mim uma fuga da rotina do seu relacionamento. Queriam distração ao invés de cobranças. Essa “pequena” diferença me fazia ser agradável pra um e irritante para o outro. E por essa razão o Lucas se afastou de vez.


Algumas semanas se passaram e eu recebi a visita do Bruno, um mineiro que eu conheci em Barretos. Levei ele pra conhecer o Backyard, na esperança de provocar o Lucas. Mas só quem apareceu foi o Eduardo. Eu nem fui falar com ele. Pra mim só o que importava era o Lucas. Foi agradável passar o fim de semana com o Bruno, mas foi só ele embarcar, o Lucas passou a existir como uma droga. Lucas, Lucas, Lucas... Por que Lucas? Até o Bruno me fez sentir muito melhor, na cama e fora dela. O Lucas exercia um poder sobre mim, feito uma droga mesmo, um amor tóxico. Amores tóxicos são aqueles que você sabe que faz mal mas não consegue resistir. Você quer se afastar, mas quando vê está nos braços da pessoa. É um sentimento que te envolve covardemente, que no começo, bem no comecinho até deu algum prazer, mas logo você se descobre caindo um abismo sem fim. Sem dúvida é uma paixão obsessiva e progressiva nos seus efeitos colaterais. Danos irreversíveis quase sempre. 

Eu tinha certeza que ser vista pelo Lucas acompanhada do Bruno ia mexer com alguma tara dele. Com o Eduardo mexeu. Quando me viu no Backyard, saiu me puxando, entrou comigo no táxi e fomos direto pro Apartamento dele. Ele estava impaciente querendo tirar logo a minha roupa. Eu pedi uma dose de whisky e pronto. Parti pra cima dele beijando e tirando a roupa toda. Uma mulher quando se sente desejada isso é como a pólvora que precisa pra detonar tudo. Ele sabia como me acender. Eu joguei ele no sofá. Ah, se esse sofá branco falasse...

Como ele não fala... falo eu.

Caí de boca na rola dele. Eu sabia como ele gostava. Principalmente quando colocava todo na boca, depois puxava fazendo sucção. Eu literalmente aspirava o pau dele e depois lambia como se lambe um sorvete. Fazia isso com o saco também, colocava as duas bolas tudo na boca. Ele ficava louco. Eu fazia tudo com a certeza que nenhuma boca, nenhuma língua era tão fantástica quanto a minha. Quando eu olhava pra ele eu via a satisfação no olhar dele. Fomos pra cama e lá o bicho pega porque ele não é nem um pouco egoísta nesse sentido. Tudo que ele recebe no sexo, ele devolve em dobro.

Eu ainda estava com a calcinha que ele tirou olhando nos meus olhos e assim começou a tocar em volta do meu clitóris como só ele sabia fazer. Ele sabia me deixar excitada com os dedos antes mesmo de qualquer coisa. Ele apertava a minha coxa na parte interna, bem no tronco e isso me dá calafrios de prazer. Uma coisa tão simples mas, que é super relaxante antes de começar com o sexo oral. O Edu tinha essa sensibilidade de não achar que o sexo oral é uma preliminar. Não é mesmo! Preliminar é um carinho, uma massagem, é preparar a mulher pra receber o oral. Porque quando algo toca no clitóris, seja o dedo ou a língua, ou seja lá o que for, e não para mais, isso já é o sexo em si pra mulher. E toda mulher precisa de estímulos, e isso, ele sabia me dá como ninguém.

Continuando... Ele sabia se fazer desejar, eu desejava a boca dele em mim com loucura. Eu passava a mão pelo meu corpo junto com a dele. Naquela bagunça de Cd e livros eu não conseguia pensar direito, minha cabeça rodava porque já estava muito excitada. Até que eu senti a língua dele passar suavemente uma vez, depois outra vez e outra, e foi ficando mais intenso a medida que ele ouvia o meu gemido de prazer. Ele conseguia explorar bem todas as partes da minha cereja. O filho da puta era um especialista em vulva. Abria os grandes lábios com a ponta dos dedos e passava a língua bem devagar de baixo para cima numa frequência muito enlouquecedora. Eu não sei como ele conseguia fazer aquilo.


Depois de gozar na língua dele eu adorava ver ele vindo pra cima. E a gente se beijava num beijo mais gostoso. Eu ainda sentindo o finalzinho do meu orgasmo que se juntava com a sensação de ser preenchida com a rola deliciosa dele. Também sentia o gosto do meu fluído vaginal nos lábios dele. Meu deus, eu não sei descrever como esse beijo era intenso, com nossos corpos brigando um com outro pra extrair todo prazer possível. Eu colocava as duas mãos na bunda dele e apertava. Eu sempre tive uma tara na bunda dele e a forma como eu apertava fazia ele gemer. A gente era assim. Ele sabia quando tava gostoso pra mim e eu sabia quando estava gostoso pra ele. A gente tinha mais que uma sintonia na cama. Era uma conexão. E nós não vamos parar por aí nas nossas taras. Vamos descobrir juntos um mundo de prazer que jamais pensei que pudesse existir. Nós já tínhamos muita intimidade, mas eu não imaginava que isso era só o começo.

Por mais maravilhoso que fosse estar com ele, eu não queria criar expectativas. Acabou o ano, iniciou 2011 e a gente sempre fazendo as nossas festinhas às escondidas. O sentimento pelo Lucas aos poucos foi morrendo sozinho. Eu adorava me encontrar com o Eduardo porque ele era lindo, educado, divertido e inteligente. A companhia perfeita pra espantar a solidão. A gente tinha conversa. Mas o fato é que nossos encontros se resumiam a sexo. Isso não me deixava chateada. Era leve e honesto. Eu sabia que ele tinha uma namorada, mas também sabia que ele gostava muito de me ter e não podia ficar muito tempo sem me procurar. Por mais que não seja a intenção cada vez que você faz sexo com a mesma pessoa, isso vai criando entre os dois uma ligação cada vez maior, o nível de intimidade vai aumentando. Isso é inevitável!!

O Eduardo me ensinou a me liberar no sexo. Me ensinou a ser mais confiante, mais atraente talvez. Só que mesmo assim eu não conseguia me soltar com ninguém da mesma forma que com ele. Eu nem percebi que eu passei o ano todo sem encontrar o Lucas e também não sentia mais a falta dele. Faltava dois meses para o Natal e no fim do ano as pessoas ficam mais sensíveis, especialmente as mais solitárias. Eu era solitária e queria ter alguém comigo nas comemorações de fim de ano. Eu me peguei pensando no quanto seria bom ter o Edu como namorado, já que soube de repente que ele não estava mais namorando. Só não sei de onde eu tirei tal estupidez. Eu sabia muito bem o quanto ele era infiel. Ele dizia que eu era a única com quem ele tinha traído a namorada. Eu nem pensava nisso, não havia nenhum tipo de cobrança da minha parte. Mas acho que se pensei nisso alguma vez devia saber que eu não era a única.

Eu conheci o James, um gringo que estava num projeto grande aqui no Brasil. Para proteger sua identidade não vou falar muito dele. Mas ele me chamou para viajar com ele, para um lugar muito charmoso na região serrana do Rio. Eu fui, é claro! Ele tinha tanto dinheiro quanto cavalheirismo e generosidade. James era exatamente o que eu estava precisando pra sacudir e levantar a minha vida. Foi um fim de ano melhor do que eu esperava porque veio cheio de esperança. O ano virou, eu me sentia mais feliz, mais confiante. Os meus melhores anos são os pares e eu sabia que 2012 seria um ótimo ano.

O James trabalhava em São Paulo e existia um aspecto da nossa relação que eu prefiro ocultar pois envolve um segredo dele. E eu tenho que preservar isso, eu o respeito muito. Mas ele me ajudava financeiramente. Me valorizou desde que me conheceu. Falava que queria casar comigo. Eu não leva isso muito á sério, ele era tão brincalhão. Estava chegando o meu aniversário e eu já não via a hora de estar com o Eduardo. Fiz um convite pra ele no Facebook. Minha intenção era me aproximar um pouco mais. Ver as postagens dele, as fotos, com quem andava, por onde ia. Eu confesso que queria também que ele visse as minhas e se interessasse um pouco mais por mim. Sem perceber eu já estava envolvida demais com Edu. 


Assim como eu não percebia o quanto tinha mudado os meus sentimentos pelo Eduardo, eu também não deixava transparecer. Era como se eu quisesse esconder de mim mesma que tinha alguma coisa nova e diferente acontecendo dentro de mim. O truque do Facebook deu certo, o Edu passou a me procurar mais frequentemente. Eu estava num momento muito bom. Superei o Lucas, tinha o apoio e a proteção do James, e o Eduardo parecia estar se chegando. Viajei com o James pra Venezuela e visitamos algumas ilhas do Caribe. E imaginem quem não saia da minha cabeça? 

O Eduardo foi me viciando, me entorpecendo, me envenenando de uma forma absurdamente maliciosa. E não tem como a vítima perceber essas coisas. Lembro que cheguei de viagem e nem desfiz as malas fui direto encontrar com ele. Uma das táticas infalíveis que ele usa é fazer amor e sexo. Ele é gentil e cavalheiro na hora da cama, mas não deixa de ter a pegada safada que toda mulher gosta. Eu achava que aquilo era só comigo. Me sentia especial com ele. Começava a achar que ele gostava de mim. Pela primeira vez eu vou disponibilizar trechos do meu diário.

Acabei de chagar da casa do Eduardo. Pensei nele a viagem inteira e nem consegui esperar desfazer as malas pra encontrar com ele. Será que eu estou mesmo apaixonada por ele? Isso não vai dar certo. Ele sabe que eu estou com o James e nem se importa. Ele sempre me viu com outros homens e nunca se importou. Mas quando estamos juntos eu sinto que ele gosta de mim. Eu juro que eu sinto isso. Se é só físico por que ele ainda não se cansou? Por que ele é tão doce quando me toca? Por que ele me beija com tanta vontade?
O James é um partidão, eu não posso deixar ele se o Eduardo não se manifesta. Eu até pensei que ele fosse me pedir pra me afastar do James. Eu senti uma pontinha de ciume. Mas ele disfarça me dando a maior força.

Eu tinha que ter admitido que estava de quatro por ele. Tinha que ter colocado ele na berlinda logo que terminou o namoro dele. Eu apostava que era ele quem ia admitir primeiro. Eu fingia, eu blefava, eu jogava o jogo dele de não se importar. Tinha dado certo por dois anos. A gente se divertia sempre que podia, e era maravilhoso. Pra quê começar com cobranças? Ele não era o Lucas e não tinha uma namorada. Não queria ser aquela chata, neurótica e controladora que eu fui com o Lucas. Acho que ele achava que eu não o pressionava pra assumir um compromisso com medo de perde-lo. Isso era a última coisa que passava na minha cabeça. Era só otimismo! Certeza que mais cedo ou mais tarde iríamos nos assumir naturalmente. Sem pressão, sem cobranças. Por que essa sou Eu quando não estou sob efeito de alguma toxina forte. Eu ainda tinha alguma resistência. Parecia ainda ter o controle.

Essa foi a parte I, O Começo. A seguir, na parte II você vai acompanhar, O Meio. Esse é o conto de fadas dos tempos modernos, Whisky à Cowboy.




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Whisky à Cowboy - Introdução

Narrar um romance fictício dá ao autor maior liberdade para usar palavras e expressões sem comprometer ninguém. Whisky à Cowboy é uma narração dos encontros amorosos entre duas pessoas reais. Vamos usar nomes fictícios para proteger a identidade dos mesmos, mas não engoliremos uma só palavra.

A realidade nua e crua de um casal que não sabe o que é pudor ou censura quando se trata de prazer. Usando uma linguagem bem aberta e moderna, a autora expõe os momento intensos de paixão entre um homem e uma mulher que não conhecem os limites da insanidade. Uma intimidade esmiuçada de dentro pra fora e de fora pra dentro. Num desfecho trágico que envolve mentiras, traição, tortura mental e muito sadomasoquismo Camille revela toda a verdade sobre seu romance doentio com Eduardo. O relato de Camille é um desabafo para ela mas para os leitores é um bom exemplo de como alguns relacionamentos são destrutivos e dão sinais de insanidade desde o início.

Apesar de todo drama que envolve esse amor obsessivo divirtam-se com as taras e manias desse excitante casal de psicopatas.